A saúde mental se tornou um dos principais desafios da atualidade no Brasil, afetando pessoas de todas as idades e exigindo atenção urgente das famílias, do poder público e da sociedade. O alerta é do clínico geral e cirurgião Tarcízio Pimenta, durante entrevista ao programa Boca de Forno News, neste domingo (19).
Segundo o médico, o país já é considerado o mais ansioso do mundo, e cerca de 52% dos brasileiros apontam a saúde mental como sua maior preocupação. “De cada três pessoas que procuram atendimento na atenção básica, uma apresenta algum problema de saúde mental. Entre profissionais de saúde, a situação também preocupa: um em cada quatro médicos enfrenta esse tipo de dificuldade”, destacou.
O cenário é ainda mais alarmante entre adolescentes. Dados do IBGE citados pelo médico mostram que:
“Isso não é frescura, são dados oficiais. Precisamos encarar essa realidade com seriedade”, afirmou.
Para Tarcísio, fatores como redes sociais, excesso de tempo em telas, isolamento social e falta de diálogo familiar têm contribuído para o agravamento do quadro. “O jovem aprende pelo exemplo. Se os pais também vivem no celular, não adianta cobrar comportamento diferente”, pontuou.
O médico ressaltou que o enfrentamento da saúde mental não pode se limitar ao uso de medicamentos ou ao atendimento em unidades especializadas, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). “Muitas vezes o paciente recebe o remédio e volta para o mesmo ambiente de conflito, de vulnerabilidade social, de violência. Assim, o problema não se resolve”, explicou.
Ele também criticou o modelo antigo de tratamento, baseado no isolamento em hospitais psiquiátricos, e destacou a importância do apoio familiar. “Não existe tratamento eficaz sem a participação da família. Ela é fundamental no acompanhamento e na recuperação”, disse.
Entre os principais fatores que contribuem para o adoecimento psíquico, o médico citou:
Situações do dia a dia, como a impaciência no trânsito e a dificuldade de convivência social, também refletem esse cenário de tensão crescente.
Outro ponto destacado foi o estigma ainda associado aos transtornos mentais, que dificulta a busca por ajuda. “Muitas famílias ainda veem o psiquiatra como médico de ‘louco’, o que não é verdade. Ele também atua na prevenção”, ressaltou.
Tarcízio defendeu a ampliação de políticas públicas, a capacitação de professores para lidar com estudantes e maior conscientização da população. “Discriminar quem sofre com problemas mentais só agrava o isolamento e piora a situação”, alertou.
Reflexos da pandemia
O médico também associou o aumento dos casos à pandemia da Covid-19. “Depois da pandemia, houve um crescimento significativo de ansiedade e depressão. Muitas pessoas ainda não conseguiram se recuperar emocionalmente”, afirmou.
Ao final da entrevista, Tarcízio Pimenta reforçou que o enfrentamento da crise de saúde mental passa por uma mudança coletiva de comportamento. “É preciso acolher, orientar e agir. A saúde mental precisa ser tratada como prioridade, porque seus impactos atingem toda a sociedade”, concluiu.
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