O pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) repercutiu entre políticos baianos. A medida foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), com acusações por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) comemorou o parecer do procurador-geral Paulo Gonet, afirmando que “demorou o dia todo, mas a PGR pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado”. O petista também ressaltou a inclusão de figuras centrais do governo Bolsonaro entre os acusados, como os ex-ministros Augusto Heleno, Braga Netto e Anderson Torres, além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, e o ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem.
Outro deputado baiano, Daniel Almeida (PCdoB), destacou a gravidade das acusações. “Pedido de condenação feito! Agora, o que o Brasil inteiro espera é ver justiça sendo feita. O cerco está se fechando! Grande dia!”, escreveu.
Na contramão, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) saiu em defesa do ex-presidente. Nas redes sociais, publicou a hashtag #SomosTodosBolsonaro, sem comentar diretamente os crimes atribuídos ao ex-chefe do Executivo.
Já o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, afirmou que a denúncia representa “um passo importante dentro do devido processo legal” e destacou a gravidade das ações imputadas a Bolsonaro. “Quem conspirou contra a democracia, quem articulou a volta da ditadura militar, quem planejou assassinar o presidente da República deve pagar por seus crimes”, afirmou.
Éden também vinculou o episódio ao contexto atual de tensão internacional após a taxação de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, em medida articulada pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e apoiada por Jair Bolsonaro. “Essa ação da PGR é mais uma demonstração da soberania nacional, da independência dos poderes e da autonomia do sistema de justiça no Brasil”, concluiu.
Além de Bolsonaro, a PGR apontou como integrantes do “núcleo crucial” da suposta conspiração nomes ligados às Forças Armadas e à segurança institucional. Segundo Gonet, o grupo agiu para impedir a posse de Lula e instigar uma ruptura institucional, culminando nos atos golpistas de 8 de janeiro.
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