A disputa pela direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia em 2025 reedita divisões já vistas em 2019 dentro da corrente majoritária da legenda, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Assim como no último processo que elegeu o atual presidente Éden Valadares, a CNB segue fragmentada entre duas candidaturas: de um lado, a Renova CNB apresenta o nome de Tássio Brito, e de outro, a chamada chapa CNB 400 aposta no retorno de Jonas Paulo, ex-presidente estadual do partido até 2012.
O cenário atual tem nuances semelhantes ao de seis anos atrás. Em 2019, parte da CNB apoiou a chapa Renova CNB, vencedora do congresso partidário, enquanto outra ala se aliou à candidatura de Ellen Coutinho, na então recém-formada CNB 400. Agora, no novo embate, Jonas Paulo migra de posição e assume o protagonismo pela mesma chapa 400, enquanto Tássio Brito reúne apoios de diversas correntes internas como a Resistência Socialista, o Movimento PT, a Esquerda Popular Socialista, a Avante, a Quilombo Socialista e a Tribo.
Em meio à disputa baiana, os olhos do partido se voltam também para o cenário nacional. No último dia 13 de maio, em Brasília, ocorreu o lançamento da candidatura de Edinho Silva à presidência nacional do PT. Ex-ministro e ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho é tido como o nome favorito do presidente Lula para comandar o partido. O evento contou com a presença do ex-ministro José Dirceu e teve entre os participantes o baiano Lucas Reis, chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e pré-candidato a deputado federal — ele foi o único representante da CNB da Bahia presente.
Lucas defendeu a linha política de Edinho, que prega a união interna como estratégia para os desafios das eleições de 2026. “Edinho reconhece que é tempo de juntar, buscar a unificação, porque os desafios para 2026 são maiores do que as nossas diferenças internas no PT”, disse o dirigente baiano.
Na sua última visita à Bahia, Edinho também destacou a relevância do diretório estadual petista no cenário nacional. “O que é feito na Bahia certamente deve servir de referência para o Brasil”, afirmou.
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