O professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, Lucio Agra, falou sobre o primeiro curso de mestrado que chega a instituição na unidade de Santo Amaro da Purificação. Segundo o professor, que é vice-coordenador do curso, por ser um curso de pós-graduação ele precisa de uma regulação. “Ele é regulado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação. Temos cursos de especialização, mas quando se quer fazer um mestrado acadêmico é preciso fazer um projeto que é analisado pela Pró-Reitoria de Pós-graduação e, sendo aprovado, vai para o CAPES. Sendo aprovando, o curso está liberado para funcionar”.
O primeiro projeto do curso foi recusado, o que não é incomum. “Temos já dois programas de pós-graduação funcionando. O mestrado começará agora e o mestrado de artes (voltado tanto para artistas quanto para pessoas interessadas em estudar a teoria da arte) já tem a sua primeira turma montada e em suas primeiras aulas”.
São ao todo dez alunos com projetos interessantes das mais diversas áreas no mestrado de artes. “A maior parte são artistas e farão pesquisas com o seu próprio trabalho artístico. Está se cumprindo a finalidade que tínhamos de desenvolver um trabalho voltado para o artista para ele ampliar a sua pesquisa, fazer o seu trabalho artístico e ao mesmo tempo ganhar um título de mestre em artes”.
Demora um pouco para conseguir um curso de mestrado como esse e, às vezes, é preciso fazer várias tentativas. “O projeto vai se aperfeiçoando, sendo analisado e volta para nós. No nosso caso, submetemos há mais ou menos dois anos e nesse tempo ele passou por reformulações. Esse processo é necessário para garantir a qualidade do programa, que ele saia com uma configuração adequada e de acordo com os padrões”, explica.
O professor ressalta que a formação de um cientista não é algo que se faz da noite para o dia. “Já não é na graduação, quanto mais na pós-graduação, que é um nível mais elevado. É o que garante a excelência do seu título também porque há o cumprimento de um período longo de formação”.
Já foi feita uma seleção para uma primeira turma com dez vagas, o que é um número grande para um programa iniciante. “Tivemos uma procura extraordinária não apenas da região, mas também de fora. Foi uma seleção difícil e dos 30 projetos apresentados escolhemos dez candidatos. Por causa dessa procura, já estamos planejando que a próxima seleção se dê com um número maior de vagas para termos a oportunidade de abarcar mais projetos. Tivemos que eliminar alguns porque havia outros muito superiores. Não era possível colocar todos os projetos”. Essa turma fará o mestrado ao longo de dois anos. “Até o final de 2026 ela já estará entregando a sua dissertação do mestrado e formaremos a primeira turma no ano que vem”.
Lúcio ressalta a importância desse curso para a UFRB na cidade e para o município. “Ele é fundamental. Uma coisa é ter cursos de graduação. Nossa universidade tem excelência em seus cursos, mas ela é calibrada quando você tem cursos de pós-graduação porque aí você pode dizer efetivamente que se está em um terreno pleno da universidade. Com esse curso, atingimos um novo patamar. Isso é importante para a cidade, porque somos o único centro universitário que possui o lato sensu e o stricto sensu, além dos cursos de graduação que já tem. O status muda e transforma a cidade de Santo Amaro ainda mais em universitária porque passa a atrair pesquisadores de todo o Brasil”.
O prognóstico, ressalta o professor, é que a cidade poderá considerar ter o orgulho de que tem uma universidade com programas de pós-graduação com notas altas e que projetarão Santo Amaro como um lugar de atração para a pesquisa, ensino das artes , investigação teórica e de estética da arte. “E estamos falando também das artes populares além das tradicionais. Boa parte dos projetos que os alunos apresentaram e que acolhemos era voltados para manifestações artistas populares”, finaliza.
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