O programa Boca de Forno, da rádio Sociedade News, entrevistou o radialista, professor de História, compositor e cantor, Roque Sena. Ele vive hoje em sua terra natal, Cachoeira, mas morou em Feira de Santana por mais de 50 anos. Roque conta que começou nos anos 1960, na Rádio Sociedade. “Sempre fui versado para o lado da Comunicação, muito embora não soubesse o que era. Foi com Bob Nelson, que tinha um serviço de autofalante, e Pedro Félix, morador do bairro Tomba, onde morei por muitos anos, que comecei a minha carreira de falador no microfone que durou muitos anos”, explica.
Ele ainda transmitia jogos de futebol através do autofalante. “Foi quando passou dois camadas numa motoneta, pararam e ficaram me observando. Depois me perguntaram se eu queria trabalhar no rádio com esporte. Eram Itajaí Pedra Branca e meu amigo Zadir Marques Porto. Daí fui para a rádio fazer o programa Parada Esportiva. Comecei assim a minha vida de rádio”.
A vocação para professor veio de dentro de casa. “Em Cachoeira, meus pais tinham uma condição melhor. Fui morar em Feira de Santana porque meu pai é de lá. Fizeram uma escola em minha casa em Cachoeira e daí veio a minha vocação”. O seu lado cantor veio da sua mãe que era “cantadeira e sambadeira”. “Ela cantava muito e nessas cantorias fazíamos programas de auditório dia de domingo no passeio da nossa casa. Adilson Nascimento tinha um vozeirão bom e eu achava a voz dele parecida com a de Adilson Jatobá. Ali eu disse que um dia falaria no rádio como ele”.
Como professor, ele lecionou em Feira de Santana no Colégio Estadual Odorico Tavares. “Tive o privilégio de inaugura-lo junto com outros professores. Depois fui para o Derba”. Ele ressalta que da época quando era professor para hoje as coisas mudaram muito. “Hoje sou aposentado. A diferença é grande. A começar pela vida do estudante. O respeito, a vontade de estudar. Naquele tempo nossos pais bancavam tudo. Hoje o Governo dá tudo e os caras ainda jogam fora. O ensino do estado é muito bom, prova disso é a quantidade de alunos que foram aprovados”.
Roque ensinou ainda em colégios particulares como o Colégio José Ferreira Pinto, que ajudou a inaugurar no Feira VI, e ainda a escola da professora Jucélia. “Mas trabalhando mesmo foi no Estado”.
A composição veio da sua facilidade de fazer poesias. “Em 1970, estava na Rádio Cultura, fazia muito programa de forró. Assim comecei a fazer músicas de forró. Fiz um concurso de forró e ganhou foi o Trio Sertanejo. Depois fiz boleros e serenatas. Quem quiser pode procurar no YouTube “Serenata do Monte com Roque Sena”, em Cachoeira, que fiz em homenagem. Tenho quatro CDs e chorinhos gravados”.
Ele tem músicas gravadas até na Espanha. “São 60 letras gravadas. Tenho um pouco de direitos autorais. Trio Sabiá, Trio Sertanejo, Trio Nordestino de Feira, Danton, Davi Cruz, Dilma Ferreira que já gravaram músicas minhas. Forró, canções, marchas de São João”.
Roque já não mora em Feira, mas salienta que deve muito a cidade. “O que eu sei, o que eu sou eu devo a Feira de Santana. Quase nasci lá, onde minha mãe começou a ter as dores do meu nascimento, mas minha mãe quis que eu nascesse em Cachoeira. Meus parentes e meu pai são de Feira. Tenho muita gratidão a cidade e não a esquecerei jamais dela. Lá eu fiz de tudo”.
Ouça a entrevista de Roque Sena aqui.
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