Ao menos 967 candidatos das eleições municipais de 2024 informaram ser transgênero, ou seja, não se identificam com o gênero designado no nascimento. O número representa 0,2% do total das candidaturas aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.
Esta é a primeira vez que a informação consta como obrigatória na ficha de registro de candidatura, que este ano também tem como novidade o preenchimento opcional da orientação sexual. Na disputa pelas prefeituras, há nove postulantes que se identificam como transgênero. A única que disputará vaga em uma capital é Duda Salabert (PDT), candidata por Belo Horizonte (MG).
A maioria (79,8%) dos candidatos se declarou cisgênero — ou seja, identifica-se com o gênero designado ao nascer. Outros 20% preferiram não divulgar a identidade declarada. Há também 341 candidatos que pediram que o nome social conste na urna eletrônica. Nome social é aquele com o qual pessoas transsexuais e travestis se identificam e são socialmente reconhecidas, e pode ser utilizado no título de eleitor desde 2018.
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