Neusa Cadore, que se licenciou do mandato de deputada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para assumir, nesta quinta-feira (25), a Secretaria estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), falou sobre como foi assumir a pasta. Essa pauta não é novidade para ela, primeira mulher eleita prefeita do Partido dos Trabalhadores e é cinco vezes deputada estadual. “A experiência de ter sido prefeita de Pintadas me ajuda bastante. Sempre tive também uma conexão muito boa com a antiga secretária Elisangela Araújo”, disse.
Ela lembra que o programa Selo Lilás é de sua autoria, projeto aprovado na ALBA e abraçado pelo governador Jerônimo Rodrigues. “Ele se tornou um importante incentivo para o enfrentamento contra a violência sofrida pela mulher no mercado de trabalho. Acredito que, como vou suceder nossa querida Elisangela, vou encontrar na Secretaria um terreno muito bem pavimentado e espero estar altura da confiança que o governador depositou em mim e dar seguimento com seriedade e compromisso ao trabalho que já está sendo realizado”.
A secretária tem muitas expectativas e muitas pautas pelas quais lutar, como a das mães atípicas que hoje é um tema presente em qualquer município que vai. “Vou lutar ainda para que a água chegue no serão onde ainda não há para melhorar a vida das mulheres. Lutar pela saúde, por mais creches, enfrentar todos os tipos de violência que afetam a vida das mulheres. Tenho certeza que com Lula e Jerônimo não vai faltar o apoio para que continuemos construindo uma história de mais avanços nessa área”.
Neusa disse que não sabia que seria a indicada para substituir Elisangela. “Foi uma surpresa. Mas eu jamais diria não ao governador. Acreditamos que temos que ser soldados desse grande projeto. Me coloco sempre a disposição agradecida e com confiança de que poderei contar com ele. Elisangela realiza seu sonho, a Bahia ganha mais uma mulher deputada federal e a agricultura familiar e o interior da Bahia tem essa cadeira ocupada por uma pessoa com a história e a coragem dela”.
A secretária disse que já tem uma série de construções que fez parte junto a Secretaria. O papel dessa pasta, ressalta ainda ela, é procurar abrir portas em outras Secretarias para que todo o governo em todas as suas áreas tenha compromisso e organize programas, coloque investimentos para que as desigualdades pelas quais as mulheres passam possam ser reduzidas.
“Ainda são grandes as desigualdades em todas as dimensões pelas quais as mulheres sofrem. A violência, a exclusão. Temos demandas em todas as áreas. Saúde, educação, enfretamento ao feminicídio, ao estupro. Nosso papel é estratégico, o de chamar a atenção e levar as demandas das organizações feministas e dos movimentos de mulheres para que o governo fique mais atento e possa contribuir para a redução dessas desigualdades”, finaliza.
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