A Bahia registrou, em 2024, o menor número de nascimentos das últimas cinco décadas. Foram 159.337 registros, queda de 6,6% em relação a 2023, segundo o IBGE. É o sexto ano consecutivo de redução, tendência iniciada em 2018.
O recuo atingiu quase 70% dos municípios baianos. Salvador teve queda de 9,2% a terceira maior entre as capitais e o menor índice desde 1974. Feira de Santana (-8,3%) e Vitória da Conquista (-6,3%) também se destacam.
Para a doutora em Geografia Nacelice Freitas, a baixa natalidade reflete uma mudança de longo prazo: hoje, a média é de 1,5 filho por mulher, bem abaixo dos 6,2 registrados na década de 1940. Segundo ela, o cenário traz impactos diretos na economia, com menos trabalhadores e contribuintes no futuro.
Entre os fatores estão a maior participação feminina no mercado de trabalho, a falta de creches e políticas de apoio, insegurança econômica e questões culturais, como a sobrecarga das mulheres e a ausência de corresponsabilidade paterna.
A especialista defende políticas públicas estruturantes, com investimento em educação integral, creches de qualidade, saúde pública eficiente e valorização do salário mínimo, para garantir condições reais às famílias e enfrentar o desafio da queda da natalidade.
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