Moradoras da comunidade da Mantiba, no município de Feira de Santana, manifestaram insatisfação com a gestão da Escola Municipal Maria Amalia e cobram providências da Secretaria de Educação. As críticas são direcionadas à diretora Rosemeire Santos da Silveira, que está à frente da unidade escolar há cerca de 16 anos, segundo relatos da própria comunidade.
Durante conversa com a equipe do Boca de Forno News, mães e responsáveis por alunos afirmaram que enfrentam problemas recorrentes relacionados à organização da escola, à troca constante de professores e, principalmente, ao atendimento de crianças com necessidades especiais.

A avó de alunos da escola, Eliene Conceição, relatou que a substituição frequente de professores tem prejudicado o aprendizado das crianças. Segundo ela, educadores que já tinham vínculo com as turmas são retirados repentinamente, o que causa instabilidade no processo pedagógico.
“Tem professores acostumados com os alunos e, de repente, ela tira e coloca outro. Isso atrapalha muito”, afirmou.
Ainda de acordo com as mães, houve a informação, repassada pelo secretário municipal de Educação, Pablo, de que seria realizado um processo seletivo para definir a direção da escola. Uma prova chegou a ser aplicada, e, segundo a comunidade, uma professora foi aprovada. No entanto, a atual diretora teria permanecido no cargo até a realização de uma nova seleção, o que gerou frustração entre os pais.

A mãe Andréia Ferreira, que tem dois filhos na escola, um deles com transtorno do espectro autista fez denúncias mais graves. Ela afirmou que crianças com deficiência ficaram sem acompanhamento especializado em sala de aula após a retirada de um professor que auxiliava esses alunos.
“Chegou no final do ano e ela tirou o professor que acompanhava as crianças especiais. Elas ficaram sozinhas, sem apoio”, relatou.
Segundo Andréia, também há reclamações sobre obras realizadas durante o período de aulas, o que teria causado prejuízos ao calendário escolar, além da falta de diálogo da gestão com os pais.
“Ela não faz reunião, não informa os pais, bloqueou as mães nos grupos e disse que não queria mais reunião com a comunidade”, disse.
Outra moradora, Carla Vitória dos Santos, que já matriculou o filho para o próximo ano letivo, afirmou temer que os mesmos problemas continuem. Ela também mencionou que turmas do Grupo 3 teriam ficado dias sem aula, mesmo havendo professores disponíveis. “As crianças ficam em casa, perdendo a oportunidade de aprender”, declarou.
As mães afirmam que há perda de alunos, descaso com crianças especiais e falta de transparência na gestão escolar. O principal pedido da comunidade é a troca da direção da escola e um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação sobre o processo seletivo e os encaminhamentos para a unidade.
Até o fechamento desta matéria, a direção da escola e a Secretaria de Educação não haviam se manifestado oficialmente sobre as denúncias. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
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