As celebrações do 2 de Julho começaram antes mesmo da virada do mês e se estendem até a sexta-feira (5). A chegada da Data Magna reúne atrações diversas para prestigiar o tão significativo feriado, com apresentações e shows pertinentes à cultura baiana.
Nesta segunda-feira (1), a programação do 2 de Julho movimenta a capital e o interior do estado, dando início às festividades às 9h, com a celebração do Te Deum, um antigo hino de louvor a Deus, na Igreja da Catedral da Sé. E, em seguida, às 12h, em Simões Filho acontece o encontro dos Fogos Simbólicos. Pela tarde, às 16h acontece a cerimônia cívica da chegada do Fogo Simbólico no Largo de Pirajá.
Já na terça-feira (2), o dia é repleto de celebrações, com uma demonstração de gratidão que dura desde o início da manhã até a tarde, em todos os cantos da cidade. Às 6h, inicia a alvorada de fogos de artifício no Largo da Lapinha, às 7h, uma cerimônia cívica, às 8h10, a colocação de flores no monumento ao General Labatut.
Em seguida, às 9h tem início o Desfile Cívico, e a partir das 13h30, é dado o início ao cortejo da Avenida Sete de Setembro. O Concurso de Fanfarras e Balizas começa às 14h, na Avenida Sete. A partir das 15h, haverá uma cerimônia cívica no 2º Distrito Naval. E às 16h, a cerimônia acontece no Largo do Campo Grande.
A luta pela independência de um território, seja país, cidade ou estado, conta com diversos marcos em seu progresso, até que consiga atingir uma condição que pode ser considerada independente. Dito isto, há uma razão pela qual o dia 2 de julho representa esse marco.
"A independência é um processo em que, o que está em jogo são diversos interesses, questões além do próprio confronto. Diferente do 7 de Setembro, por exemplo, onde as elites negociam o Brasil como um todo, e tomam a decisão de uma ruptura. No 2 de Julho, tivemos um movimento popular de diversos grupos, e esses sim fizeram a independência acontecer.", conta o historiador, professor e curador Rafael Dantas.
Segundo ele, a questão do processo de independência do Brasil na Bahia, assim como o 2 de Julho é entender, antes de qualquer outra coisa, que só se tornou realidade por conta do envolvimento das pessoas.
“O que temos no pós 2 de julho de 1823 é a consagração de um ponto de vista festivo, já que no ano seguinte, em 1824, tivemos uma festa para lembrar, para comemorar. E nas décadas seguintes, de um ponto de vista oficial. A lembrança constante da necessidade de perpetuar essa memória, de fazer com que essa história não caísse no esquecimento.”, afirma Dantas.
O historiador conta que o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) foi de fundamental importância durante o processo, juntamente com órgãos governamentais, tanto em Salvador como em outras regiões. Então, a data como um todo sempre foi lembrada e passa a ter cada vez mais destaque.
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