A data mais importante para os baianos na história se aproxima. O povo já começa a pensar nas celebrações do 201º “2 de Julho”. Data marcante que não só comemora a Independência da Bahia, mas também por ser a data que oficializa a Independência do Brasil em 1823. Neste ano, o tema da festa é “2 de Julho: Povo Independente”. A preparação para a festividade está a todo o vapor, com os carros do caboclo e da cabocla sendo restaurados e pintados, além dos moradores do trajeto do desfile começarem a preparar as decorações.
Mais uma vez, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) vai promover o concurso das melhores fachadas. A melhor decoração no trecho que ocorre o desfile cívico, entre o Largo da Lapinha e o Terreiro de Jesus, será premiada após eleição de uma comissão julgadora. O morador ganha um prêmio em dinheiro, além de uma placa decorativa pela vitória no concurso. O resultado será divulgado dez dias após o cortejo.
O objetivo do concurso é incentivar a valorização do imóvel situado no trajeto do desfile. George Vladimir, gerente de Promoção Cultural da FGM e coordenador dos festejos, destacou a importância da tradição da decoração. “Fazer um concurso que escolha a fachada mais bem decorada é uma forma que encontramos de estimular a manutenção dessa tradição, fazendo, inclusive, com que gerações mais jovens possam também embarcar nessa tradição e mantê-la”, declarou o coordenador.
No Santo Antônio Além do Carmo, local por onde autoridades políticas, forças armadas e escolas desfilam durante o dois de julho, a preparação para a decoração das fachadas está tímida há poucos dias do evento. A equipe da Tribuna da Bahia conversou com uma moradora, que preferiu o anonimato, que contou que decora sua casa, mas não para a competição da fachada mais bonita, sim, por gostar da data cívica.
Já o publicitário Manuel Neto, em entrevista a Tribuna da Bahia, informou que a tradição tem mais de 30 anos e que continua planejando qual será o tema da decoração do imóvel neste ano e que será surpresa para os vizinhos e quem passar pelo Santo Antônio durante o desfile. “A tradição aqui começou com meu pai em 1992. Meu pai ganhou cinco anos a decoração da fachada. Sempre tenho a motivação de decorar, porque como estamos em um bairro histórico e o dois de julho é uma data histórica para a Bahia, o pessoal passa a conhecer mais da nossa cultura. Mas quanto ao tema desse ano da minha decoração, vou definir ainda essa semana e será surpresa para quem visitar aqui”, destacou Manuel.
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