O número de mortes por dengue na Bahia chegou a 56, conforme divulgou a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).
Os quatro últimos casos de óbito aconteceram Macaubas, Feira de Santana, Palmas de Monte Alto e Vitória da Conquista. A situação preocupa autoridades, mas, no entanto, Sesab reforça que tem se empenhado para combater a doença.
A Bahia possui uma taxa de letalidade da dengue de 2,9%, menor do que a média nacional. Os óbitos ocorreram nos municípios de Vitória da Conquista (12), Feira de Santana (4), Jacaraci (4), Juazeiro (4), , Piripá (3), Barra do Choça (2), Caetité (2), Coaraci (2), Encruzilhada (2), Palmas de Monte Alto (2), Santo Antônio de Jesus (2), Bom Jesus da Lapa (1), Caculé (1), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Caraíbas (1) Carinhanha (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Ipiaú (1), Irecê (1), Luís Eduardo Magalhães (1), Macaúbas (1), Maraú (1), Santo Estevão (1), Seabra (1), Tanque Novo (1) e Várzea Nova (1).
Em 2024, a Bahia registrou 169.758 casos de dengue, um incremento de 736,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente são 241 municípios em epidemia, 71 em risco e 62 em alerta.
Na última segunda-feira (29), a Bahia recebe mais 67.087 doses da vacina contra a dengue. A previsão é de que sejam distribuídas para 115 municípios, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Com esta entrega, a Bahia contabiliza 237.556 doses recebidas, tendo como público-alvo da imunização, a faixa etária de 10 a 14 anos. A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, explica que “a vacinação reduz o risco de infecção sintomática, hospitalizações e da morbimortalidade pela doença e chega como importante aliado no combate ao vírus. Para além da imunização, toda a sociedade deve continuar empenhada em eliminar os criadouros do mosquito, como a forma mais imediata de frear o avanço da dengue”.
Cidades
O caso continua sendo preocupante para autoridades e especialistas. O médico generalista Gustavo Nobre afirma que o aumento dos casos pode se dar devido ao excesso de chuvas nos últimos meses, no entanto, alerta que as medidas precisam ser mais ágeis.
Segundo ele, a mobilização e a conscientização são as principais armas nesse combate. “A prevenção é a chave. Bastam 10 minutos para verificar a casa. prevenção, alerta e conscientização constante. No período de muitas chuvas e acúmulo de água é mais complicado. E quando a temperatura aumenta, o calor também, e tudo isso é favorável”, informa.
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