Jaquilenio Ferreira Félix, presidente do Sindicato dos Agentes de Combate as Endemias, falou sobre a situação dos profissionais na questão do combate a dengue em Feira de Santana. Segundo ele, as principais dificuldades da categoria é a falta de pessoal para ajudar no combate ao aedes aegypti, o mosquito da dengue. “Temos um déficit de agente de endemias a anos e isso dificulta o controle da dengue. Cada agente é responsável pelo seu zoneamento, ou seja, entre 800 e 1000 imóveis”.
Nos últimos anos, lembra o sindicalista, a cidade teve um aumento grande de imóveis em Feira de Santana. Os agentes também diminuíram também em sua quantidade, alguns por falecimento e outros porque se aposentaram. Há ainda os que estão afastados pelo INSS, outros não podem estar nas ruas, no dia a dia com o morador. Há ainda aqueles que ocupam cargo de chefia dentro do programa da dengue e outros que fazem outras campanhas como a leishmaniose. O que traz a escassez de profissionais.
“Temos mais ou menos 250 agentes diretos trabalhando nas residências. O que fazemos é descobrir um santo para cobrir outro. Por exemplo, em um local da cidade que tem uma quantidade enorme de imóveis e não tem agentes fixos, o que se faz é tirar agentes de uma área para colocar em outra. Isso sobrecarrega o agente de certa forma. Para se ter um controle melhor da dengue, precisamos ter um zoneamento porque a comunidade já sabe quem é aquele agente e isso facilita a entrada dele naquela residência”, explica.
Dos 400 agentes, cerca de 90 estão em regime Reda e ainda tem aqueles que eram agentes comunitários (fizeram concurso para esse cargo) e que ficaram na reserva. “Em 2008, o prefeito da época pegou esse pessoal e colocou como agente de endemias, mas sua nomenclatura é inspetor sanitário. Eles estão numa pendência porque nem concursados para agentes de endemias são. Há anos estamos pedindo a Prefeitura para resolver essa situação e não se resolveu. Cobramos ainda há anos concurso público porque os agentes vão envelhecendo, se aposentado, infelizmente morrem e não se repõe esse pessoal”.
Os profissionais ainda passam por situações preocupantes e peculiares. “Infelizmente, tem alguns bairros que possuem áreas que só são trabalhadas porque tem uma ordem do pessoal que especifica o horário de trabalho. O agente os conhece e eles dizem qual horário podem trabalhar. Fora desse horário não pode mais trabalhar. É uma situação ruim para que possa ser desenvolvido nosso trabalho”.
Se o zoneamento dos bairros permanecesse, essa situação seria mais fácil de se resolver, ressalta Jaquilenio. Outra dificuldade é a de adentrar casas de imóveis de imobiliárias. “Há um tempo pegávamos o número da imobiliária na placa e entravamos em contato direto com ela. Algumas mandavam responsáveis para auxiliar o agente entrar no imóvel, mas precisa do poder público uma cobrança maior em cima dessas imobiliárias para facilitar o nosso trabalho e ter acessibilidade ao local para fazer o trabalho da dengue”.
Sobre o assédio as agentes mulheres, o sindicalista disse que acontece. “Não posso informar o quantitativo, mas sempre acontece. É uma situação que principalmente a mulher agente passa. Quando acontece, geralmente os agentes trabalham em dupla porque é uma segurança para cada agente”. Outra situação que acontece são os assaltos. “Eles levam os pertences e até a própria bolsa do trabalho. Acontece ainda de ele ir olhar um tanque e cair de uma escada, os animais domésticos que os atacam. São muitas dificuldades que essa categoria passa”, finalizou.
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