O Conselho Federal de Medicina (CFM) defendeu neste domingo (19) que apenas médicos realizem abortos legais no Brasil, em nota assinada pelo presidente José Hiran Gallo. A posição acompanha votos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que contestam a liminar do ministro Luís Roberto Barroso, que autorizava enfermeiros a atuar nesses procedimentos.
No país, abortos são permitidos por lei em casos de estupro, risco à vida da gestante ou fetos anencéfalos. O STF formou maioria no sábado para derrubar a decisão de Barroso, recentemente aposentado, com votos contrários de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Em nota, Gallo afirmou que há médicos em número suficiente para atender às políticas públicas de saúde e que apenas profissionais capacitados podem lidar com diagnósticos, prognósticos e possíveis complicações. Segundo ele, permitir que enfermeiros realizem o procedimento poderia gerar “situações imprevisíveis e desfechos indesejados”.
Na liminar, Barroso havia defendido que a legislação penal antiga não deveria impedir que enfermeiros realizassem abortos de forma segura, suspendendo processos administrativos e criminais contra profissionais da categoria e barrando obstáculos à realização do procedimento. A decisão precisará ser confirmada pelo plenário do STF.
Neuromodulação Neuromodulação ganha espaço no tratamento da dor crônica e do estresse
Saúde Santa Casa de Cachoeira é reativada com novos serviços e investimento milionário nas comemorações do seu bicentenário
Palavra de médico O “Palavra de Médico” deste domingo falou sobre os desafios da saúde mental
Alzheimer Novo medicamento contra Alzheimer deve chegar ao Brasil em junho
Saúde Obras da nova unidade de saúde Porte III do Jardim Brasil avançam e chegam a cerca 50% de execução
Saúde Santa Casa de Cachoeira completa 200 anos de fundação 
Mín. 21° Máx. 25°
Mín. 20° Máx. 28°
Chuvas esparsasMín. 21° Máx. 28°
Chuvas esparsas


