O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) ontem. Em sua residência, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, os agentes apreenderam o celular de um de seus assessores. Também foi determinado que o ex-chefe do Palácio do Planalto entregasse o seu passaporte. Como o documento não estava em sua posse, os policiais deram 24 horas para que ele o entregue.
Aliados baianos do ex-presidente da República saíram em sua defesa. Em postagem nas redes sociais, eles alegaram "perseguição política" e "tentativa de silenciamento" contra o ex-mandatário. O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) foi um deles. "Sim, uma perseguição implacável. Um dia após Bolsonaro lotar as ruas mais uma vez sem oferecer nada em troca, nem dinheiro, muito menos banana e maçã. Eles temem a força do povo e estão tentando nos calar. Não vão conseguir", declarou.
"Filipe Martins preso pela ditadura que se 'fundamenta' em narrativas para perseguir opositores, [enquanto] líderes do PCC são agraciados com decisões que os colocam em liberdade para seguirem com seus 'negócios' criminosos", acrescentou Leandro, ao se referir à prisão do ex-assessor de assuntos internacionais do governo Bolsonaro.
O deputado federal Capitão Alden, pré-candidato à Prefeitura de Feira de Santana pelo PL, bradou: "A perseguição contra a direita continua. Golpe de Estado? Sério? Já deu. Nem a esquerda e nem a população acredita nisso. Nunca estivemos tão próximos de uma ditadura".
Do outro lado, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) fez provocações nas redes sociais com a operação. "O dia começou quente. O núcleo bolsonarista amanheceu com a Polícia Federal na porta. São mais de 30 mandados de busca e apreensão, e pelo menos três de prisão", comentou.
"Nessa operação, que investiga o envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, os alvos são Augusto Heleno, Braga Netto, Anderson Torres e Valdemar Costa Neto. Filipe Martins e Marcelo Câmara, segurança do inelegível, foram presos. Mas não parou por aí. A cereja do bolo: o próprio Bolsonaro é alvo da operação. O coração do gabinete do ódio foi atingido. E não terá fuga, nem anistia", completou.
A presidente estadual do PSB, deputada federal Lídice da Mata, seguiu a mesma linha ao dizer que “a cada passo que a verdade avança, a casa da mentira se desmorona”.
Além de Marcelo Câmara e Filipe Martins, Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército, e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, também são alvos de ordem de prisão. Este último está nos Estados Unidos, logo, a PF irá comunicar o Exército para que ele se apresente.
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