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Bahia Absolvido

Idoso é absolvido após chicotear genro que agrediu esposa grávida na Bahia

caso aconteceu em novembro do ano passado, na cidade baiana de Irecê, mas o vídeo da começou a circular com mais força a partir do último sábado (14), após ser compartilhado pela deputada federal Silvye Alves, de Goiás.

16/02/2026 08h24
Por: Karoliny Dias Fonte: Bahia Notícias
Foto: DP-BA
Foto: DP-BA

Um julgamento comovente que aconteceu na Bahia tem ganhado as redes nos últimos dias: um idoso que confessou ter chicoteado o próprio genro, após descobrir uma agressão à sua filha grávida, foi absolvido por unanimidade pelo júri. O caso aconteceu em novembro do ano passado, na cidade baiana de Irecê, mas o vídeo da começou a circular com mais força a partir do último sábado (14), após ser compartilhado pela deputada federal Silvye Alves, de Goiás.

De acordo com a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DP-BA), o Lavrador, de prenome Luiz, morador da zona rural, respondia a uma acusação de tentativa de homicídio contra o genro, em um processo que já durava 10 anos. Por unanimidade, os jurados consideraram o réu inocente ao entenderem que ele agiu para proteger a filha, vítima de violência doméstica, um dia antes de ele dar um “corretivo” no agressor. 

Em depoimento à Justiça, o lavrador contou que, logo após o Natal de 2015, recebeu bem cedo uma ligação informando que o genro havia agredido sua filha durante a madrugada. Ao chegar à casa dela, soube da própria filha que o agressor também havia quebrado seu celular e que não era a primeira vez que praticava violência física. 

Ele então levou a filha e as netas para sua residência e chamou o genro para “olhar uns tomates” em uma roça. No local, amarrou o homem e o bateu com uma corda, na presença de outras pessoas, afirmando não ter tido intenção de matar, apenas “aplicar um corretivo”. O genro, que ficou com vários hematomas, registrou a denúncia na delegacia três dias depois. O caso foi denunciado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio. 

“Seu L.C.S foi injustamente denunciado por tentar proteger sua neta pequena e a filha que vivia aprisionada no ciclo da violência doméstica. Movido pela urgência do medo, pela dor e pelo instinto de pai e avô, ele fez o que muitos fariam diante do sofrimento de quem se ama: tentou impedir que a violência continuasse”, destacou o defensor público Felipe Ferreira, que fez a defesa no júri e é titular na área penal em Irecê. 

Segundo o defensor, a sessão foi marcada por forte emoção, pois o réu, visivelmente abalado, chorou diversas vezes diante da possibilidade de ser punido por ter agido para defender a própria família.

 
 
 
 
 
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