Comandado pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior, o Partido Progressistas da Bahia emitiu uma “nota de solidariedade” ao prefeito de São Félix do Coribe, Jutai Eudes Ribeiro Ferreira, conhecido como Chepa Ribeiro, que foi alvo de uma ação da Polícia Federal na semana passada, resultando em sua prisão após a apreensão de armas e drogas em sua residência.
O PP, no comunicado divulgado à imprensa, expressa que o prefeito Chepa Ribeiro passou por um momento de constrangimento. Em seu texto, o partido "reconhece que Chepa tem relevantes serviços prestados no município e na região, além de ser respeitado por colegas e correligionários de política em toda a Bahia”.
No entanto, o partido esclarece que não teve acesso aos documentos relacionados à operação conduzida pela Polícia Federal. Mesmo assim, a sigla acredita que o prefeito Chepa Ribeiro "provará a sua inocência, respeitando os princípios do contraditório, da ampla defesa do devido processo legal, previstos na nossa constituição”.
Preso na última terça-feira (10) no âmbito da Operação Palácio do Saber, o prefeito, em um vídeo gravado por ele mesmo, aparece afirmando que as armas e drogas “apareceram” em sua residência, mas que os itens não eram seus. "Apareceu aqui em minha casa 10 gramas de maconha que não era [sic] minha. Para vocês verem o quanto eu estou sendo prejudicado por dez gramas, que não eram minhas. Não sou usuário, não sou traficante", afirmou Chepa Ribeiro.
O gestor chegou a alegar que foi vítima de uma retaliação por suas escolhas políticas e classificou a ação da Polícia Federal como “desnecessária”. “A PF entrou na minha casa às 6 horas da manhã. Sequer [os agentes] bateram na minha porta. Gritei dizendo que iria abrir, mas eles arrombaram minha porta”, contou.
O prefeito Chepa Ribeiro foi solto após audiência de custódia e uma fiança no valor de pouco mais de R$ 3 mil. A Justiça também definiu que o gestor deve comparecer no cartório criminal, no Fórum de São Félix do Coribe, a cada mês, até abril, e sempre que previamente intimado. Segundo Chepa, as suspeitas teriam começado pela compra da área para construção de uma escola e pela regularização do chamado título dominial.
De acordo com a PF, a operação Palácio do Saber tem o objetivo de apurar possíveis desvios e fraudes em processos licitatórios na Bahia, que podem atingir a marca de R$ 15 milhões. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Félix do Coribe, Bom Jesus da Lapa, Barreiras e Vitória da Conquista.
Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e os nomes dos outros suspeitos não foram divulgados. Apesar disso, a PF especificou que um deles é detentor de foro privilegiado por prerrogativa de função. A operação investiga cinco crimes, são eles: desvios de verba pública federal; fraude à licitação; corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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