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COVID-19 Nota antivacina

Senadores querem ouvir secretário sobre nota antivacina

Documento assinado por Hélio Angotti tribui eficácia à hidroxicloroquina no tratamento contra covid-19.

24/01/2022 07h48
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Frente Parlamentar Observatório da Pandemia, que acompanha os desdobramentos da CPI da Covid no Senado, deve convidar o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto para esclarecimentos sobre sua nota antivacina.

O documento assinado por Angotti atribui eficácia à hidroxicloroquina no tratamento contra covid-19 e diz que as vacinas não têm a mesma efetividade, o inverso do que mostram os estudos em todo mundo.

Além disso, barra as diretrizes que contraindicavam o “kit covid” no tratamento ambulatorial e hospitalar da doença, elaboradas por um grupo de médicos convocados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e aprovadas pela Comisso Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema de Saúde (Conitec).

O grupo de senadores deve chamar também o ministro Marcelo Queiroga para explicar a nota técnica, o apagão de dados sobre a pandemia e o atraso da vacinação das crianças. Caso não compareçam, a ideia é convocá-los por meio de comissões permanentes do Senado.

“Só com pressão sobre os criminosos é que o crime pode ser contido! Estamos diante de um novo surto da Covid-19 no Brasil, e os sistemas de saúde estão colapsando, inclusive aqui no meu Estado, o Amapá”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues.

Outro convidado deve ser o Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, em virtude da demora, na opinião do Observatório, em tomar providências efetivas na apuração dos crimes apontados pelo relatório final da CPI da Covid.

A Frente também quer ouvir as instâncias estaduais do Ministério Público e representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o presidente Antonio Barra Torres.

Caso as autoridades não compareçam, a ideia é convocá-las por meio de Comissões Permanentes do Senado, como a de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos (CDH). Se ainda assim não houver resposta satisfatória, os parlamentares avaliam que  uma nova Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) pode ser aberta.

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