Uma professora de Filosofia do Colégio Estadual Thales de Azevedo, no bairro do Costa Azul, em Salvador foi denunciada por uma aluna sob acusação de “doutrinação feminista e conteúdo de cunho esquerdista”. A professora foi intimada a depor na Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). A queixa foi registrada na terça-feira (16). No boletim de ocorrência, a mãe da estudante relatou que a filha teria sofrido constrangimento na escola.
Em Feira de Santana aconteceu uma situação parecida com a de Salvador. Uma aluna, de um curso profissionalizante noturno do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, em Feira de Santana, fez uma reclamação na Ouvidoria do Estado sobre o ensino aplicado na escola. Segundo o diretor do colégio, professor Edvan Pedreira, a aluna estava tentando impor a sua vontade dizendo que os professores faziam comentários de esquerda.
“Ela defende a ideia de “Escola Sem Partido” e disse que não queria que falasse de governo A ou B. Só que ela tem disciplinas que tem que tocar nessa situação e ela não aceitava. Ela já é adulta e já tem uma formação de nível superior. Estava fazendo um curso técnico que tem disciplinas de orientação, principalmente de estágio e não aceitava esse tipo de fala”, explicou.
A postura da escola foi reunir os professores e relatar a situação. “O professor não está errado porque tem o direito do exercício da livre docência. Ele pode sim falar. Não é sobre partido A ou B, mas o professor não pode ser tolhido da sua docência, do que ele pode falar ou não em sala de aula”, explicou.
Ainda conforme Edvan, o caso foi resolvido de forma tranquila. Foi feita uma reunião com a coordenação da escola e os professores. “Procuramos saber o que aconteceu. Não foi da forma que a aluna colocou. Ela alegou que a vice-direção, primeiro contato dela, não teria tomado nenhum posicionamento e isso não foi verdade. A vice-direção deu uma resposta precisa para ela. Sentamos e conversamos, mas mesmo assim a aluna já tinha desistido do curso dizendo que não tinha interesse em continuar, mas antes fez a queixa na Ouvidoria”.
Trabalho da Ouvidoria
Quando recebe qualquer denúncia, Edvan explicou que o órgão entra em contato com a unidade escolar ou o órgão que está sendo citado e procura saber quais foram as providências dotadas, o que foi que realmente aconteceu e o que foi solucionado. “A Ouvidoria não deixa nenhum caso sem resposta”, disse.
Para o diretor, esse tipo de atitude da aluna não tolhe os professores porque eles têm liberdade na sua docência.
Educação Feira de Santana supera meta e registra avanço histórico na alfabetização
Universidades Presidente sanciona lei que acaba com lista tríplice e muda escolha de reitores
Educação Estudantes podem revalidar Cartão Via Feira até 31 de março
Educação MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente
Inscrições abertas CJCC Feira abre inscrições para oficinas gratuitas com foco em aprendizagem criativa
Educação Descumprimento de lei provoca perdas salariais e distorce carreira de professores da rede municipal de Feira de Santana 
Mín. 22° Máx. 32°
Mín. 22° Máx. 33°
Chuvas esparsasMín. 22° Máx. 33°
Parcialmente nublado


