A Justiça negou o pedido de sigilo no processo envolvendo o advogado Luiz Meira, acusado de matar a sua namorada, Kézia Stefany. A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) ingressou na Justiça com o pedido sob o argumento de que o pleito é justificável, "frente ao caráter midiático que assola o caso, que pode atrapalhar o bom andamento processual, o que não se deseja". Posteriormente a instituição desistiu do pedido.
No despacho que indefere o pedido, o entendimento da Justiça é de que o fato da imprensa noticiar o caso, argumento usado pela OAB, não se vislumbra ataque a intimidade do advogado flagranteado “levando em conta que as relações humanas podem ser de interesse privado ou público quando envolvem a coletividade”.
“No caso dos autos, envolvendo bem jurídico relevante, como o direito a vida, passam a transitar na esfera pública suscetível de divulgação para a sociedade”, diz o despacho.
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