O professor e jornalista Danilo Guerra falou sobre o desafio que é ensinar, principalmente em tempos de pandemia. O professor ressalta que esse foi um grande desafio porque não se sabia a origem do vírus que impactou diretamente a vida de todos e também a profissão. “As escolas fecharam e ficamos meio atordoados sem saber o que fazer. De repente tudo parou. Os abraços que eram comuns na pedagogia tiveram que ser evitados. Foi um momento de turbulência pedagógica muito grande”, afirmou.
Ainda conforme Danilo, apesar de ser um momento de turbulência grande, foi também de aprendizado. “Aprendemos a dar valor a coisas simples da vida como o abraço, o olhar no olho do outro, a confraternização. Tivemos que nos adaptar a novas tecnologias, fazer uso delas. Não apenas consumi-las, mas dominar esses instrumentos para podermos ensinar melhor. Foi um ano desafiador”, lembra.
Sobre o processo de volta as salas de aula, Danilo explicou que esse é de readaptação. Segundo Danilo, os professores estão retornando as aulas com seus alunos e ainda não se pode abraçar, sentir o calor humano, mas já está melhor. “Graças a Deus a vacina está contribuindo muito com isso. Os hospitais de campanha estão fechando enquanto as escolas estão sendo reabertas. Isso significa que a pedagogia da esperança está em evidência. Estamos felizes com esse retorno e cremos que a partir da próxima semana todos estarão 100% presencial”, completou.

Danilo ressalta que o aprendizado que todos tiveram durante a pandemia os acompanhará pelo resto da vida. Ele disse que viver uma pandemia mudou muito o seu jeito de exercer a profissão e que existe um professor Danilo antes, outro durante e outro depois dessa pandemia. “Antes da pandemia a pedagogia da afetividade era muito presente na minha sala de aula. Eu sou professor de Literatura e Redação e tinha uma relação poética muito forte com meus alunos. Durante a pandemia se distanciou porque a tecnologia esfriou um pouco e passamos a ser professor dentro da casa das pessoas. A pandemia desvelou a realidade dos alunos dentro das suas casas. Cada casa virou uma sala de aula e a nossa casa também”, disse.
Hoje, o professor diz que as lições que aprendeu com a pandemia fazem com que ele veja a vida com outro ângulo e as coisas simples ganharam uma significância grande a partir de agora. “Precisamos valorizar mais as coisas simples da vida”, ressaltou.

Para Danilo, ser professor é ser um mensageiro e semeador da esperança. “Gramática, números, coordenadas geográficas, história antiga, história contemporânea, qualquer professor pode fazer isso. Mas não há razão em ser professor se não tocamos a alma do nosso aluno e não nos deixarmos sermos tocados também”.
Aos professores em início de carreira, Danilo diz para seguir a primorosa pedagogia pregada por Paulo Freire, patrono da educação no Brasil. “Paulo Freire diz que a nossa presença nesse mundo não é de quem a ele de adapta, mas de quem se insere para transformá-lo. Ele lembra também que a educação sozinha não muda o mundo, mas que sem ela jamais a sociedade mudará. É pela transformação que lutamos. Se sou professor devo não devo trazer lições que estão apenas escritas não nos cadernos. Devo também trazer lições para serem escritas nas páginas das histórias dos nossos alunos”, finalizou.
Com informações do repórter Reginaldo Junior
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