Um promotor de Justiça foi afastado do exercício das funções públicas, pelo período de um ano. A medida foi tomada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), durante a “Operação Kauterion”, deflagrada na manhã desta terça-feira (14), na região metropolitana de Salvador.
Além do Promotor, uma advogada também foi proibida de acessar as dependências do MPBA, se comunicar com funcionários ou utilizar os serviços do órgão pelo período de um ano.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e local de trabalho da advogada e do promotor de Justiça, com o objetivo de coletar documentos indicativos de associação entre os investigados, bem como de corrupção e de ocultação de bens, além de mídias de armazenamento e aparelhos celulares.
As medidas foram deferidas pela Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, com base nas provas apresentadas. A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional da Bahia (OAB-BA), participa da deflagração da operação, pois seu estatuto determina que buscas relacionadas a advogados sejam acompanhadas pela entidade.
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