
Os trabalhadores da educação da rede municipal de Feira de Santana aprovaram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (16), a paralisação das atividades para a próxima segunda-feira (20). A mobilização terá início às 8h30, na sede da APLB Sindicato, na Rua Barão do Cotegipe, com a realização de uma Aula Pública do projeto Café com Educação, seguida de um ato público. Além da paralisação, a categoria decidiu manter a assembleia permanente, permanecendo mobilizada para acompanhar o andamento das negociações com o Governo Municipal e deliberar sobre novos encaminhamentos da campanha.
Segundo a presidente da APLB Feira, Marlede Oliveira, a decisão foi tomada por unanimidade após sucessivos adiamentos das respostas esperadas da administração municipal sobre a pauta de reivindicações da categoria. “Foi aprovado aqui por unanimidade na nossa assembleia a paralisação de segunda-feira. A gente vinha negociando e o governo ficou dando uma resposta. Desde a última audiência, em maio, foi dito que no dia 10 de julho teria uma resposta sobre o novo percentual necessário para a recuperação da tabela salarial. O governo não reuniu os componentes da Secretaria da Fazenda e não tivemos resposta”, afirmou.
De acordo com Marlede, além da recuperação da tabela salarial, os professores cobram a implementação das mudanças de referência, previstas desde o ano passado, e o cumprimento integral do acordo judicial firmado em agosto de 2025 e homologado pela Justiça em outubro do mesmo ano. “Não teve resposta para a mudança de referência, que já era para ter saído desde o ano passado. Nós temos uma pauta que ainda precisa ser cumprida. Nesse sentido, a categoria aprovou a paralisação. Vamos nos concentrar na sede da APLB, realizar o Café com Educação e depois definir onde faremos um grande ato de manifestação.”
A dirigente sindical também criticou a ausência de representantes da administração municipal na reunião realizada nesta semana para tratar das reivindicações. “Nós fomos para a reunião, mas não tinha resposta. A secretária de Administração não estava, o secretário da Fazenda também não, e o tesoureiro Joaquim Galvão estava viajando. Você vê o descaso. Por isso a categoria está indignada e aprovou a paralisação de segunda-feira. Nós respeitamos o acordo, agora o governo não cumpriu o que devia cumprir. Vamos paralisar para mostrar que a nossa categoria é unida e tem força.”
Entre as principais reivindicações da categoria estão a valorização da educação pública, a contratação de professores e cuidadores para atender às demandas das escolas, o fortalecimento da inclusão escolar, o cumprimento das mudanças de referência e a recuperação da tabela salarial, que, segundo a APLB, apresenta defasagem superior a 90%.
A entidade também convocou a comunidade feirense a participar da mobilização e apoiar o movimento, destacando que a defesa dos direitos dos profissionais da educação está diretamente ligada à qualidade do ensino público oferecido no município.
Educação APLB cobra cumprimento de acordo judicial e convocação de professores e cuidadores em reunião com secretário de Educação
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