
A presidente da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Oliveira, afirmou que a entidade saiu de uma reunião com o secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, realizada na tarde desta segunda-feira (13), com a expectativa de avanços em pautas consideradas prioritárias para a categoria. Entre os principais temas discutidos estiveram o cumprimento de um acordo judicial relacionado à valorização salarial dos professores e as condições de funcionamento das escolas da rede municipal.
Segundo Marlede, um dos pontos centrais da reunião foi a cobrança pelo cumprimento de um acordo homologado pela Justiça em outubro de 2025, que previa a resolução de demandas como mudança de referência dos professores, alteração de carga horária e a recomposição da tabela salarial da categoria. “Nós tivemos um acordo jurídico que ganhamos na Justiça desde o ano passado. O governo ficou de resolver vários itens da nossa pauta, como a mudança de referência dos professores, a alteração da carga horária e a tabela salarial”, explicou.
A dirigente sindical voltou a criticar o que classificou como “achatamento” da tabela salarial dos professores, situação que, segundo ela, teve início em 2022. “Desde 2022, o prefeito Colbert acabou com a tabela salarial. Houve um achatamento, e tem professor com doutorado que perdeu até 90% da diferença salarial em relação ao professor inicial. A tabela salarial é lei desde a década de 1990 e precisa ser respeitada”, afirmou.
De acordo com Marlede, uma nova reunião foi agendada para a próxima quarta-feira, às 17h, no Centro de Atendimento ao Feirense (CEAF), com representantes das secretarias da Fazenda, Administração e Educação. O objetivo é discutir o índice de reajuste salarial prometido pelo governo municipal. “Vamos ter uma audiência para saber qual será a resposta do governo sobre o índice de reajuste que foi garantido para este mês de julho. Também há outro reajuste previsto para dezembro”, disse.
Além das reivindicações salariais, a presidente da APLB destacou a preocupação com a falta de profissionais nas unidades escolares. Segundo ela, há déficit de professores e, principalmente, de cuidadores para atender estudantes com deficiência e outras necessidades específicas. “Faltam professores e faltam cuidadores nas escolas. Temos muitas crianças neurodivergentes, e o professor não consegue, sozinho, atender uma turma com 24 ou 25 alunos e ainda dar a assistência necessária a três ou quatro crianças autistas”, ressaltou.
Marlede lembrou ainda que a APLB realizou recentemente uma manifestação na Escola João Marçallo para cobrar providências sobre a situação e afirmou que, durante a reunião, o governo sinalizou positivamente quanto ao reforço das equipes. “O governo nos garantiu que vai convocar, de imediato, cuidadores para as escolas. Também será feita a convocação dos professores aprovados no concurso de 2024, conforme ação judicial que garante esse direito”, declarou.
Ao final, a presidente afirmou que a categoria seguirá acompanhando o andamento das negociações e cobrando o cumprimento dos compromissos assumidos pela administração municipal. “Nós aguardamos a resolução da nossa pauta e das diversas questões que dizem respeito a uma educação de qualidade para os filhos da classe trabalhadora”, concluiu.
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