O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda avalia como reagirá à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Informações divulgadas pela CNN apontam que, nos bastidores, integrantes do PT temem que uma resposta pública possa ser interpretada pela oposição como defesa do crime organizado.
A medida, que atinge grupos como o PCC e o Comando Vermelho, foi discutida nesta quinta-feira (28) pelo Palácio do Planalto, Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Itamaraty, mas até o momento o governo federal não divulgou posicionamento oficial.
A decisão norte-americana ocorreu após visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca e gerou preocupação dentro do governo, principalmente pelo impacto político do tema na área da segurança pública – considerada um dos pontos mais sensíveis da gestão Lula.
Ainda segundo a reportagem, aliados do presidente afirmam que a medida pode abrir espaço para sanções econômicas e até justificar ações internacionais sob o argumento de combate ao terrorismo. Já a oposição tem utilizado o tema para pressionar o governo e reforçar o discurso de endurecimento contra o crime organizado.
Flávio Bolsonaro comemorou a decisão dos Estados Unidos e afirmou que a iniciativa representa um avanço no combate às facções criminosas. O senador também aproveitou para criticar o governo Lula e tentar reduzir o desgaste após repercussões envolvendo o caso “Dark Horse”.
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