Foto: Reprodução / Internet
Todos os seres vivos morrem. Isso não é uma novidade! O que é curioso é que morrendo, na maioria das vezes, renascem. Como uma planta que, em certo momento de sua vida, seca e parece ter morrido, mas, com a chegada da chuva e do calor, volta a brotar com força. Ou como o irmão mais novo que exige sua herança, vai pra cidade, gasta tudo e, no final, quando não tem mais nem o que comer, volta para casa e diz: “pai, por favor, me recebe como um empregado.” Ou como a vida de tantas pessoas que decidem abrir mão de algo ou de alguém e, mesmo com dor, conseguem dar um novo sentido para suas vidas. É a chamada morte simbólica, decorada com o renascimento.
A ideia de morte simbólica aparece em religiões, filosofia, psicologia e outras áreas. Em geral, o conceito é utilizado para indicar um processo de transformação interior, que envolve a ruptura de velhos padrões, a morte de formas de ser e agir que já não fazem mais sentido, e o surgimento de novas maneiras de viver que expressam um eu mais autêntico.
Esse processo é muito desejado, especialmente por aqueles que se sentem cansados, infelizes, insatisfeitos ou frustrados com a vida. A passagem para um novo momento da vida costuma ser marcada por inquietude, dificuldade em manter hábitos e tarefas rotineiras, queda de interesse por atividades que antes traziam prazer, busca por escolhas mais simples e verdadeiras, entre outras manifestações.
De acordo com o Espiritismo, a morte não representa o término, e sim uma passagem natural na qual o espírito deixa o corpo físico (desencarnação) e volta ao plano espiritual. O ciclo de "nascer, viver, morrer, renascer e progredir" configura a lei universal que possibilita a evolução constante da alma por meio de sucessivas experiências.
A vida se transforma e renova constantemente. Existem momentos de crescimento e também de estagnação. Em certos períodos, as mudanças internas são profundas e, em outras, mais superficiais. Esses tempos se assemelham a ciclos naturais. Um folclore regional diz que cada um deles é como um inverno interior: tempo de colheitas, também, dentro da alma e do espírito. É uma fase em que um ciclo chega ao fim e se precisa de calma e sensatez para aceitar e deixar ir tudo que não faz parte da nova caminhada.
Por Alberto Peixoto
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