O rendimento médio mensal dos baianos atingiu, em 2025, o maior patamar dos últimos 14 anos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a população da Bahia com algum tipo de rendimento passou a receber, em média, R$ 2.162 por mês, considerando salários, aposentadorias, programas sociais, aluguéis e outras fontes de renda. O valor representa um crescimento real de 2,9% em relação a 2024, já descontada a inflação.
Os números fazem parte do módulo Rendimentos de Todas as Fontes, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgado nesta sexta-feira. O levantamento aponta que esta foi a quarta alta consecutiva da renda média no estado e consolidou o maior valor da série histórica iniciada em 2012.
Apesar do avanço, a Bahia ainda aparece entre os estados com menor rendimento médio do país. Em 2025, o estado voltou a ocupar a segunda pior posição no ranking nacional, ficando à frente apenas do Maranhão. Enquanto a renda média baiana ficou em R$ 2.162, a média nacional alcançou R$ 3.367.
O principal componente da renda continua sendo o trabalho. O rendimento médio mensal recebido pelos trabalhadores baianos chegou a R$ 2.284, crescimento de 1,8% em comparação com o ano anterior. Também houve aumento nos chamados rendimentos de outras fontes, que incluem aposentadorias, pensões, aluguel, aplicações financeiras e benefícios sociais. Essa categoria subiu 1,6%, alcançando média de R$ 1.417.
Entre os rendimentos extras, o maior crescimento foi registrado nos ganhos provenientes de aluguel e arrendamento, que avançaram 15,6%, passando de R$ 1.313 para R$ 1.518. Já os chamados “outros rendimentos”, grupo que inclui aplicações financeiras, tiveram queda de 16,6%.
Os dados do IBGE também mostram melhora na renda das famílias baianas. O rendimento domiciliar per capita, que considera a soma de todos os ganhos da casa dividida pelo número de moradores, atingiu R$ 1.452 em 2025, crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior e também recorde da série histórica.
A melhora da renda veio acompanhada de redução da desigualdade social. O Índice de Gini, indicador utilizado para medir concentração de renda, caiu de 0,470 para 0,466 na Bahia. Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade. Foi o menor índice já registrado pelo estado desde o início da série histórica e colocou a Bahia como o quinto estado menos desigual do país e o menos desigual do Nordeste.
Mesmo assim, a concentração de renda ainda é elevada. Segundo o levantamento, os 10% mais ricos da população baiana concentram 36,8% de toda a renda domiciliar do estado. Na prática, isso significa que quase quatro em cada dez reais circulando na economia baiana ficam nas mãos da parcela mais rica da população.
Outro ponto que chama a atenção é a permanência das desigualdades salariais entre homens e mulheres e entre diferentes grupos raciais. Em 2025, as mulheres baianas receberam, em média, R$ 2.084 mensais, valor equivalente a 85,9% do rendimento dos homens, cuja média ficou em R$ 2.426. A diferença salarial entre os sexos aumentou pelo terceiro ano consecutivo.
As desigualdades por cor ou raça seguem ainda mais acentuadas. Trabalhadores pretos receberam, em média, R$ 1.887, enquanto trabalhadores brancos tiveram rendimento médio de R$ 3.217. Já os trabalhadores pardos registraram média de R$ 2.157. Isso significa que trabalhadores pretos receberam pouco menos de 59% do rendimento dos brancos.
Para especialistas, os dados mostram um cenário de recuperação econômica gradual, com crescimento da renda e redução da desigualdade geral, mas ainda marcado por profundas diferenças estruturais. O avanço dos rendimentos indica melhora no mercado de trabalho e maior circulação de recursos na economia, porém os números também revelam que a distribuição dessa renda continua desigual, especialmente quando analisados gênero e raça.
Os resultados divulgados pelo IBGE reforçam ainda a importância das políticas de geração de emprego, valorização salarial e transferência de renda para a redução das desigualdades sociais no estado.
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