A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) realizou, na última sexta-feira, 24, uma formação voltada aos profissionais de apoio da rede municipal, com o tema “Práticas Pedagógicas Inclusivas”. O encontro reuniu cerca de 960 cuidadores, divididos entre os turnos da manhã e da tarde, em um momento de escuta, reflexão e troca de experiências.
A formação foi conduzida por Michelle Mascarenhas e Adriana Castelo, que atuam diretamente nas políticas da educação especial da Seduc. Durante o encontro, foram discutidas estratégias pedagógicas inclusivas, o papel do profissional de apoio no processo educacional, e a importância da promoção da autonomia dos estudantes com deficiência.
A atividade contou com dinâmicas sensoriais e relatos práticos, permitindo que os participantes vivenciassem, ainda que simbolicamente, diferentes formas de aprendizagem. As experiências destacaram a necessidade de compreender as singularidades dos estudantes e de adotar metodologias diversificadas, que considerem interesses, ritmos e formas de interação.
Também foram abordadas situações do cotidiano escolar, como a mediação em momentos de desregulação, a importância do diálogo com a equipe pedagógica e o cuidado com falas que possam rotular ou limitar o desenvolvimento dos estudantes. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de evitar a superproteção, incentivando práticas que fortaleçam a independência e a participação ativa dos alunos.
A formação ainda trouxe orientações sobre acessibilidade, como o uso da audiodescrição para estudantes com deficiência visual e estratégias de comunicação para estudantes surdos.
Segundo Michelle Mascarenhas, a prática inclusiva exige sensibilidade e intencionalidade no fazer pedagógico. “Quando a gente se coloca no lugar do estudante, compreende que nem sempre a falta de atenção é desinteresse. Muitas vezes, o conteúdo não está sendo acessível ou significativo para ele. Por isso, precisamos buscar estratégias diferenciadas que garantam a aprendizagem de todos”, afirmou.
Já Adriana Castelo destacou a importância de promover a autonomia no ambiente escolar. “O nosso papel não é criar dependência, mas possibilitar que esse estudante se desenvolva e conquiste sua independência. A gente precisa sair do lugar da proteção excessiva e assumir uma postura que incentive, oriente e fortaleça esse sujeito para a vida”, concluiu.
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