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Política Eleições 2026

Cenário definido: veja os partidos que mais cresceram na Bahia

Apesar das intensas mudanças, situação e oposição mantiveram praticamente o mesmo tamanho.

17/04/2026 08h15 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Plenário da Alba. - Foto Sandra_Travassos
Plenário da Alba. - Foto Sandra_Travassos

A última mudança de partido de um parlamentar na Bahia foi oficializada nesta quarta-feira, 15. O deputado estadual Cafu Barreto confirmou a sua transferência do PSD para o União Brasil, selando de vez ida para oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Com a alteração, a correlação de forças na Alba foi finalmente definida, duas semanas após o fechamento da janela partidária, período em que os parlamentares podem trocar de legenda sem serem penalizados.

No cenário estadual, o Avante foi o partido que mais levou vantagem, passando de um para sete deputados, o que configura um crescimento de 600%. Com 10 deputados cada, PT e PSD estão empatados com as maiores bancadas.

Por outro lado, os nanicos Solidariedade, PRD e Podemos perderam todas a sua representação na Alba. Entre as legendas que continuam presentes na Casa, o PP amargou mais perdas, passando de seis para quatro deputados.

Apesar das intensas mudanças, a base do governo continua com ampla maioria. Dos 63 parlamentares, 40 são de partidos aliados, enquanto 22 são da oposição. Fechando a conta está Hilton Coelho (PSOL) que se classifica como independente.

Confira o quadro completo dos partidos na Alba:

  • Avante de 1 para 7 – Se juntaram a Patrick Lopes, Binho Galinha, Felipe Duarte, Laerte do Vando, Luciano Araújo, Patrick Lopes, Soane Galvão e Vitor Azevedo
  • MDB continua com 2 - Matheus Ferreira e Rogério Andrade
  • PCdoB continua com 4 –Bobô, Fabrício Falcão, Olivia Santana e Zó
  • PDT passou de 1 para 2 – Penalva saiu e entraram Marcinho Oliveira e Pancadinha
  • PL continua com 4 – Samuel Júnior e Paulo Câmara agora são colegas de partido de Leandro de Jesus e Diego Castro. Raimundinho da JR e Victor Azevedo deixaram o governo
  • PP – foi o partido que mais reduziu sua bancada. Saiu de 6 para 4. Nelson Leal e Hassan ficaram e chegaram Marcelinho Veiga e Penalva
  • PSB ficou apenas com Vitor Bonfim, após a saída de Angelo Almeida.
  • PSD foi de 9 para 10 e divide o posto de maior bancada com o PT. Foram duas saídas: Angelo Coronel Filho e Cafu Barreto e três entradas de Ludmilla Fiscina e Niltinho e Raimundinho da JR
  • PSDB – passou de 3 para 2 deputados após a saída de Paulo Câmara. Ficaram Jordávio Ramos e Tiago Correia
  • PSOL- manteve a única cadeira de Hilton Coelho
  • PT – tem 10 deputados e a maior bancada junto ao PSD. O partido não perdeu nenhum membro e se fortaleceu com a chegada de Angelo Almeida. Além a bancada é composta por: Euclides Fernandes, Fátima Nunes, Júnior Muniz, Maria del Carmen, Neusa Cadore Osni Cardoso, Robinson Almeida, Rosemberg Pinto e Zé Raimundo Fontes.
  • PV – saiu de 3 para 4 deputados. Vitor Bonfim deixou o partido. Em contra partida se filiaram Antônio Henrique Júnior e Eduardo Salles, que se juntaram aos remanescentes Roberto Carlos e Marquinhos Viana.
  • Republicanos – manteve a mesma bancada de 3 deputados após a saída de Samuel Júnior e a chegada de Angelo Coronel Filho. Permaneceram José de Arimatéia e Jurailton Santos.
  • União Brasil – manteve a bancada de 9 deputados depois da saída de Marcelinho Veiga e a entrada de Cafu Barreto. Além dele, o grupo é composto por Júnior Nascimento, Kátia Oliveira, Luciano Ribeiro, Luciano Simões Filho, Manuel Rocha, Pedro Tavares, Robinho e Sandro Régis.

Câmara quase inalterada

A composição da bancada baiana na Câmara dos Deputados mudou muito pouco ao longo do período da janela partidária. Ao todo foram apenas quatro mudanças na bancada formada por 39 deputados federais.

Duas dessas mudanças fortaleceram o Republicanos, que se firmou como partido que mais se beneficiou no período permito para transferências, passando de três para cinco membros, com as chegadas de Diego Coronel e Leo Prates.

Conforme a atual configuração, 22 parlamentares estão filiados a partidos que fazem parte do núcleo mais próximo do governo Lula, enquanto 17 estão em legendas do bloco do centrão e da oposição.

Parte da bancada baiana da Câmara.Parte da bancada baiana da Câmara. | Foto: Divulgação

Veja o quadro dos partidos:

  • Avante – 2- Pastor Sargento Isidório e Neto Carletto
  • MDB - 1 - Ricardo Maia
  • PCdoB - 2 – Alice Portugal e Daniel Almeida
  • PDT - 1 – Perdeu Leo Prates e ficou com Félix Mendonça Júnior
  • PL – 3 - Capitão Alden, João Carlos Bacelar e Roberta Roma
  • PP – 2 - Perdeu Mário Negromonte Júnior e ficou com Claudio Cajado e Jorge Araújo (suplente de João Leão)
  • PSB -2 - Lídice da Mata ganhou a companhia de Mário Negromonte Júnior
  • PSD – 6 – Perdeu Diego Coronel e recebeu Raimundo da Pesca. Permaneceram Antonio Brito, Charles Fernandes, Gabriel Nunes, Paulo Magalhães e Sérgio Brito
  • PSDB – 1 - Adolfo Viana
  • PT – 7 - Afonso Florence, Ivoneide Caetano, Jorge Solla, Joseildo Ramos, Valmir Assunção, Waldenor Pereira e Zé Neto.
  • PV – 1 – Bacellar
  • Republicanos – 5 - Aumento a bancada de 2 para 3 deputados com as filiações de Diego Coronel e Leo Prates. Eles se juntam a Márcio Marinho, Rogéria Santos e Marcelo Nilo (suplente de Alex Santana)
  • União Brasil – 6 - Arthur Maia, Dal Barreto, Elmar Nascimento, José Rocha, Leur Lomanto Júnior e Paulo Azi.

Balanço e projeções

O presidente do União Brasil na Bahia e deputado federal, Paulo Azi, classificou o resultado da janela partidária como “muito boa” para o partido. De acordo com Azi, a legenda tem como meta eleger no conjunto da federação com o PP (União Progressista) até 11 deputados federais e 13 estaduais.

Já o senador e presidente do PSD, Otto Alencar avaliou a janela como equilibrada para o partido. Na opinião dele, as saídas dos membros da família Coronel foram compensadas pelas filiações de outros deputados. “Ficou equilibrado”, resumiu.

Quando questionado sobre a projeção do partido para as eleições, ele inicialmente foi cauteloso. “Eu nunca faço projeção até porque é ao longo da campanha que a gente percebe. Daqui até outubro tem muita coisa para acontecer”, disse. Mas depois abriu o jogo. “Para federal temos a expectativa de eleger até oito deputados”.

Fortalecimento

Na avaliação do professor e estrategista político, Yuri Almeida, houve uma vitória tática e estrutural das bases governistas, ainda que não tenha havido uma grande expansão dos quadros de aliados.

Para o especialista, os grandes vencedores do processo foram o PT, PSD e o Avante. Este último, segundo Yuri, se torna de vez um grande partido dentro da base governista.

"O União Brasil não conseguiu atrair os dissidentes que de alguma forma estavam insatisfeitos com o governo. O PL também fez adições pontuais, mas eu acredito que para base oposicionista foi um quadro de estagnação. Eu acho que o governo organizou a própria guerra para a batalha eleitoral de 26 e a oposição sai mais uma vez enfraquecida, não conseguindo converter essa insatisfação em novos quadros”, diz Yuri Almeida, professor e estrategista político. 

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