O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a registrar crescimento no número de leitos hospitalares em funcionamento no país e superou a marca de 360,4 mil unidades. Desde 2022, mais de 10 mil novos leitos foram abertos na rede pública, a maioria destinada a cirurgias.
O aumento reverte uma tendência de redução observada ao longo da última década, após a ampliação emergencial da estrutura hospitalar durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e a posterior retração.
Segundo o Ministério da Saúde, a expansão busca ampliar a capacidade de atendimento da rede pública diante das principais demandas assistenciais da população.
"Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir uma expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo, sem retrocessos. Isso significa mais acesso ao cuidado, mais estrutura para os profissionais de saúde e mais segurança para quem depende do SUS", afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dos 10.057 novos leitos criados desde 2022, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica. Com o reforço na capacidade hospitalar, o SUS registrou em 2025 o maior número de cirurgias eletivas já realizado no país: 14,7 milhões de procedimentos, 42% a mais do que em 2022.
Programa Agora Tem Especialistas
O crescimento está associado ao programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação da oferta de consultas, exames e cirurgias na rede pública, com foco na redução das filas de espera.
Além dos leitos cirúrgicos, também houve aumento no número de leitos clínicos, de hospital-dia e de serviços complementares voltados ao acompanhamento de pacientes que exigem maior monitoramento ou procedimentos de maior complexidade.
No processo de reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, o programa resultou na criação e reativação de 329 leitos. Nessas unidades, o número de cirurgias cresceu 30% em um ano, chegando a 21.869 procedimentos em 2025. O total de internações também aumentou 28%, alcançando 42.516 no mesmo período.
Segundo o ministério, a ampliação da rede considera mudanças estruturais no sistema de saúde, como avanços tecnológicos que reduzem o tempo médio de internação, a implementação da reforma psiquiátrica, com redução gradual de leitos em hospitais psiquiátricos e expansão de serviços substitutivos, e a queda da taxa de natalidade.
O governo federal também prevê novos investimentos por meio do Novo PAC Saúde. O programa inclui a construção de 36 maternidades e 31 centros de parto normal, com investimento estimado em R$ 4,8 bilhões para ampliar o atendimento na rede materno-infantil.
Na área de saúde mental, o orçamento federal cresceu 70% na atual gestão, alcançando R$ 2,9 bilhões, com a habilitação de 653 novos serviços. Já na assistência obstétrica, o custeio de leitos neonatais aumentou 230% por meio da Rede Alyne, lançada em 2024 para ampliar o atendimento a gestantes e recém-nascidos.
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