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The Economist: Em queda, dólar vive era de descrença com políticas de Trump

A moeda americana perde valor em relação a outras moedas, enquanto o preço do ouro dispara, refletindo a busca por proteção contra riscos econômicos.

09/02/2026 08h07 Atualizada há 1 hora
Por: Karoliny Dias Fonte: The Economist
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ao longo do último ano, o presidente Donald Trump intimidou os aliados dos Estados Unidos com tarifas, pressionou o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e tratou o déficit orçamentário como se fosse apenas uma distração. No entanto, a maioria dos mercados de ativos segue tranquilamente como se nada estivesse errado. Nos últimos 12 meses, o índice S&P 500 subiu 14%, com investidores apostando em inteligência artificial (IA). O crescimento nos Estados Unidos ainda é invejado pelo mundo. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos, que deveria subir com o risco de inflação ou inadimplência, está em 4,3%, menor do que quando Trump assumiu o cargo.

Mas, analisando mais de perto, o cenário é mais sombrio e complexo. Desde o pico em janeiro de 2025, o dólar perdeu um décimo do seu valor em relação a uma ampla cesta de moedas. Como resultado, em termos de moeda estrangeira, o desempenho dos ativos americanos tem sido fraco. Quando denominadas em euros, por exemplo, as ações americanas praticamente não subiram no último ano.

A queda da moeda reflete, em parte, a redução da diferença entre as taxas de juros dos Estados Unidos e do resto do mundo. No entanto, as instituições americanas também são motivo de preocupação, como relatamos esta semana. Surtos de pânico entre investidores tornaram-se mais comuns, como em abril de 2025, após o anúncio das tarifas do “Dia da Libertação” por parte de Trump.

Nesses momentos, os investidores fogem de ativos americanos, fazendo com que títulos, ações e a moeda americana se desvalorizem. Mais comum em mercados emergentes, esse fenômeno ocorreu em sete das últimas 52 semanas, cerca de três vezes mais frequentemente do que na década anterior.

 
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