Em Feira de Santana, pela primeira vez após romper com o grupo petista que governa a Bahia há mais de duas décadas, o senador Angelo Coronel subiu o tom ao expor a decepção com os antigos aliados, alegando ter sido limado da chapa majoritária. O ex-pessedista afirmou que não houve, até o momento, qualquer contato de Rui Costa, Jaques Wagner ou até mesmo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após ter anunciado que deixaria o PSD, rompendo com a base governista.
Coronel recordou, durante o Encontro Estadual do Cidadania, que o presidente estadual da sigla, o também senador Otto Alencar, havia reiterado, diversas vezes, que, caso o PT mantivesse uma chapa “puro-sangue”, a legenda desembarcaria da base. A postura, na contramão, foi definitiva para o fim do casamento.
“Eu acho que toda imprensa deve ter gravado o depoimento dele [Otto] não foi um só. Sempre dizia: ‘se Coronel não estiver na chapa de senador, o PSD rompe’, mas acho que ficou só da boca para fora, porque não houve rompimento. O que houve foi, literalmente, uma defenestração do meu nome dentro do partido. [Fui] limado com a lima grossa”, desabafou .
Agora, longe do Palácio de Ondina, o senador explicou que ainda estuda qual o melhor partido para se filiar. A decisão leva em consideração o tempo de televisão, mas, sobretudo, um consenso que possa permitir abrigar também aliados que marcharão junto, desembarcando do ninho petista.
“Nós estamos analisando, como eu falei, para ver qual a melhor opção. Não é só Coronel entrar, tem outros candidatos… Então precisamos ver para não ter problema com quem já está lá, porque nem todo mundo é a favor que entre alguém para que seja sombra. Vou escolher um partido que tenha consenso, para não ter briga com ninguém”, explicou .
Enquanto não decide a próxima agremiação, Coronel segue expandindo sua base eleitoral em Feira de Santana. O pré-candidato a deputado federal, Zé Chico (União Brasil), já se posicionou para coordenar a campanha do senador na segunda maior cidade da Bahia, circulando, quase que de forma unânime, também entre os vereadores feirenses.
“Eu fico grato de ver que, aqui em Feira de Santana, tem muitas pessoas que estão se revelando grandes amigos. Sempre recebendo ligações de conforto, de pessoas dizendo: ‘resista, não desista’. Irei resistir, não irei desistir”, concluiu.
Após a agenda partidária, o senador seguiu ao lado do prefeito José Ronaldo para outros compromissos na cidade, confirmando essa aproximação. Juntos, participaram de uma missa em comemoração ao aniversário do vereador Lulinha, de um culto em ação de graças, além do aniversário do Procurador do Município.
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