Foto: Reprodução / Internet
O “Palavra de Médico” deste domingo (18) abordou os rótulos dos alimentos e as armadilhas encontradas nos supermercados. Os rótulos revelam estratégias de marketing e ingredientes ocultos, exigindo atenção especial à lista de ingredientes — quanto menor, melhor, sendo o primeiro o componente em maior quantidade —, às porções enganosas (que “reduzem” calorias) e a termos como “light” ou “zero”, que muitas vezes compensam a redução com outros nutrientes.
É fundamental ficar atento à presença de açúcar (como sacarose, xarope, entre outros), sódio, gorduras saturadas e trans, além do teor de fibras. O uso da lupa nutricional da Anvisa ajuda a identificar excessos. A recomendação é priorizar produtos com ingredientes naturais e menos processados, garantindo escolhas mais saudáveis.
O médico Tarcízio Pimenta ressaltou que o tema é extremamente relevante e que muitas pessoas desconhecem o que os rótulos realmente revelam. Segundo ele, a pressa, o comodismo e a falta de interesse levam muitos consumidores a colocarem qualquer produto no carrinho. “A grande maioria da população pega o produto e nem vê o que está levando para casa. Alimenta seus filhos e idosos, e essa equação, no final, resulta em doenças. Uma publicidade mentirosa, dizendo que produtos são nutritivos, que melhoram a imunidade ou têm vitaminas, engana. As crianças adoram, e há até supermercados que oferecem brindes para elas”, alertou.
Diariamente, a população é bombardeada por informações e propagandas que afirmam que determinados produtos são benéficos à saúde. “É uma enxurrada, uma verdadeira lavagem cerebral, com promoções que levam as pessoas a comprar produtos tóxicos para dentro de casa. Os rótulos precisam ser lidos. O mais importante não está nas letras grandes da tabela nutricional. O que realmente importa são os ingredientes, que muitas vezes ficam escondidos. É ali que você descobre o que o alimento contém e em qual quantidade: o que aparece primeiro é o que tem mais, e o que está no final é o que tem menos”, explicou.
Ao comparar com alimentos naturais, o médico destacou: “Quando vamos a uma feira e compramos frutas ou verduras, não há rótulos. Porque não precisam. São produtos naturais e podem ser consumidos. Já os produtos com tabela nutricional muitas vezes servem apenas para confundir. Existem denúncias de que o que está descrito no rótulo não condiz com o que realmente há no produto. Por isso, é essencial observar os ingredientes. Não confiem apenas na tabela nutricional, que muitas vezes é incompleta ou imprecisa. Quem cria essa imagem midiática não são nutricionistas, mas marketeiros contratados para montar um cenário que engana o consumidor, levando-o a comprar produtos prejudiciais à saúde”.
Ouça o “Palavra de Médico” aqui.
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