Após mais de 25 anos de negociações, a União Europeia e o Mercosul assinam neste sábado (17), no Paraguai, o acordo comercial que prevê a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O tratado busca integrar mercados, reduzir tarifas e ampliar o fluxo de bens e investimentos entre os dois blocos, que juntos reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 22 trilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa da cerimônia, mas recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, quando destacou a longa demora para a conclusão do acordo. Também participam da assinatura líderes da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai, além de representantes da União Europeia.
A assinatura não encerra o processo. Para entrar em vigor, o texto ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu, pelos parlamentos nacionais de alguns países da UE e pelos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Até lá, os blocos podem discutir a aplicação provisória de partes do acordo.
O tratado prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio e investimentos e compromissos ambientais. Na Europa, o acordo divide opiniões, especialmente por preocupações com o impacto sobre a agricultura. Para o Mercosul, o Brasil tem papel central na defesa do texto e na comprovação de avanços em sustentabilidade.
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