Economista Amarildo Gomes - Foto: Arquivo Pessoal
O Boca de Forno News conversou com o economista Amarildo Gomes, que falou sobre a polêmica envolvendo supostas cobranças de taxas sobre o Pix. De acordo com o profissional, não existe taxação do Pix por parte do Governo Federal.
“Não há nada em relação ao Pix que tenha mudado. Houve uma repercussão no passado, mas foi suspensa e, agora, a Receita Federal, inclusive, está apresentando informações à população pelos canais oficiais e pela mídia de que não há nenhum tipo de problema. As pessoas podem ficar tranquilas e continuar pagando normalmente. Não há nenhuma fiscalização em relação às transações feitas via Pix”, afirmou.
Amarildo ressaltou ainda que é preciso que as pessoas entendam que apenas em casos de transações atípicas o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do governo, encaminha informações ao Ministério Público ou à própria Receita Federal. “Isso sempre existiu. No que diz respeito aos pagamentos normais via Pix, não houve nenhuma mudança”, explicou.
O economista detalhou ainda o que caracteriza uma transação atípica. “Uma pessoa costuma pagar R$ 200, R$ 300, R$ 20, R$ 30 ou R$ 40 no Pix e, de uma hora para outra, passa a movimentar R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões. Isso é uma transação atípica. Ela será apresentada como algo fora do padrão normal, e então os órgãos de fiscalização vão verificar a origem desse dinheiro. Isso sempre existiu e ocorre em qualquer transação bancária, seja no Pix, no TED ou em depósitos”, exemplificou.
Ele explicou também que, quando criminosos tentam burlar o sistema, costumam fazer depósitos ou transferências de até R$ 49 mil. Isso porque, a partir de R$ 50 mil, os bancos são obrigados a informar a transação ao Coaf, independentemente de ser lícita ou ilícita. “Quem vende uma casa de herança, por exemplo, por R$ 500 mil, tem essa operação informada ao Coaf, mas consegue comprovar a origem do dinheiro. Por meio do cruzamento de informações, identifica-se que se trata de uma venda regular”, disse.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Amarildo reforçou o pedido para que a população fique tranquila, pois não há fiscalização ou rastreamento das transações cotidianas feitas via Pix. Segundo ele, muitas pessoas estão com medo de utilizar o meio de pagamento por causa da desinformação.
“A população hoje segue muitos influenciadores digitais e assiste menos aos telejornais. Prefere novelas e conteúdos de fofoca. Grande parte dos brasileiros, não todos, consome muita desinformação nas redes sociais como TikTok e Instagram. Há pessoas que vivem de espalhar isso para ganhar dinheiro. Fofoca dá dinheiro. O triste não é quem ganha dinheiro com fofoca, mas quem segue alguém que só vive disso”, criticou.
Para se manter bem informadas, as pessoas precisam acompanhar canais oficiais, ressaltou. “Existem a CNN, Rede Globo, Record, SBT, os grandes jornais. É isso que as pessoas precisam observar mais. Quem não acompanha informações oficiais pode ser enganado e perder tempo. Todos os dias vemos golpes na internet e a própria mídia alerta a população para ter cuidado”, destacou.
Por fim, o economista reforçou que as pessoas podem continuar pagando suas contas pelo Pix sem qualquer problema. “Existe um ditado que diz que quem não deve não teme. Se a pessoa tem seu dinheiro de forma oficial, até R$ 30 mil, não terá problema nenhum e pode fazer suas transferências normalmente. Agora, quem ganha mais, não declara e não paga imposto, aí o governo pode ficar de olho, mas não por causa do Pix, e sim por outros meios. O Pix é um mecanismo de transferência de dinheiro, não de arrecadação. Ninguém arrecada imposto pelo Pix”, finalizou.
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