O senador Jaques Wagner (PT) negou que seu nome tenha sido cotado para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (Serin) no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta sexta-feira (14), durante a sessão especial de entrega dos títulos de cidadão baiano ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), em Salvador, Wagner classificou as especulações como um equívoco da mídia e afirmou que a escolha de Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, para o cargo foi uma decisão acertada.
“Vocês sabem que, às vezes, seus colegas da imprensa dão um furo, e, às vezes, dão uma barrigada. Essa foi uma barrigada”, disse o petista, aos jornalistas.
O senador aproveitou a oportunidade para destacar as qualidades de Gleisi Hoffmann para o novo papel, ressaltando que ela tem a experiência necessária para desempenhá-lo com competência. “As pessoas confundem. No palanque, como presidente do PT, o papel dela era esquentar. Agora, veio para um lugar que não é para esquentar, é para articular. Ela é madura, tem a confiança do presidente. Nos primeiros dias, já tem gente adorando ela”, afirmou.
A nomeação de Gleisi Hoffmann para a Serin foi parte de uma reestruturação na articulação política do governo Lula, com o objetivo de melhorar a relação do Planalto com o Congresso Nacional. Ela substitui Alexandre Padilha, que foi transferido para outro posto dentro da administração federal.
Em seguida, Wagner voltou a criticar o modelo de emendas parlamentares em vigor, argumentando que esse sistema enfraquece o Poder Executivo e prejudica os investimentos em infraestrutura no país. Ele afirmou que o volume de recursos alocados por meio das emendas é excessivo e fragmenta o orçamento federal, dificultando a implementação de grandes projetos.
“Esse negócio de emenda, colocar o presidente refém... Infelizmente, o Congresso iniciou nesse estilo. Eu, pessoalmente, continuo achando o volume absurdo. Quando você distribui emendas entre 500, 600 parlamentares, são R$ 50 bilhões pulverizados. Precisamos de dinheiro para obras estruturantes, estradas, hospitais”, justificou Wagner.
À imprensa presente no evento, o senador também fez uma comparação com os primeiros anos de governo do PT, lembrando as diferenças do cenário político e econômico em relação àquele período. “Esse ‘novo normal’ não é o que eu gostaria, nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi o que encontramos. Lá em 2003, era muito diferente”, emendou o líder do governo no Senado Federal.
As críticas de Wagner se somam às preocupações do governo Lula em relação ao impacto das emendas de relator e das emendas individuais no orçamento federal. Esse modelo tem sido um dos maiores desafios para a articulação política do governo federal no Congresso, fortalecendo a influência dos parlamentares sobre a alocação de recursos federais.
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