Até junho de 2024, a Bahia registrou 3.323 mortes por infarto agudo do miocárdio, com 1.909 óbitos masculinos e 1.414 femininos. A faixa etária predominante entre as vítimas é de 80 anos ou mais, embora tenha sido registrada uma morte em um menor de um ano. Esses dados revelam a gravidade da condição cardiovascular no estado. Os dados são da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, o infarto é a segunda principal causa de morte no Brasil, atrás do AVC (Acidente Vascular Cerebral), com uma diferença de 8,78%. A estimativa do Ministério da Saúde é de que ocorram entre 300 mil e 400 mil casos anuais de infarto no país, com uma taxa de mortalidade de cerca de 20% a 25% dos casos.
Marcos Barojas, médico cardiologista e diretor de prevenção cardiovascular, detalha que a doença cardiovascular envolve uma série de condições que afetam o coração e seus vasos. "Essas condições podem afetar as válvulas cardíacas, como a insuficiência mitral e a estenose aórtica, os vasos coronários, levando a angina ou infarto, o músculo do coração, como nas miocardites, e as membranas que envolvem o coração, como a pericardite", explica.
Os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares incluem tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, colesterol alto e estresse excessivo. O especialista enfatiza que a maioria dos problemas cardíacos se desenvolve devido a fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares.
"A doença cardiovascular é complexa e multifatorial. O infarto em si resulta da obstrução de uma das artérias coronárias devido ao acúmulo de placas de colesterol. Quando essas placas se rompem, bloqueiam o fluxo sanguíneo para uma parte do coração, causando o infarto", explica o cardiologista. O tratamento geralmente envolve medicamentos e procedimentos como o cateterismo para desobstruir o vaso afetado. A rapidez no tratamento é crucial para reduzir o risco de sequelas e morte.
Barojas também observa que o infarto não tem uma causa única, mas é o resultado de várias condições combinadas. A prevalência do infarto aumenta com a idade e é diretamente influenciada por fatores de risco como hipertensão, diabetes, altos níveis de colesterol e tabagismo. Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, a condição está afetando cada vez mais pessoas jovens devido a estilos de vida pouco saudáveis e o aumento precoce dos fatores de risco.
"Infelizmente, os casos de infarto podem ser fatais, especialmente se não forem tratados rapidamente. O infarto fulminante, que leva à morte súbita, ocorre quando o coração não consegue restabelecer o fluxo sanguíneo, resultando em arritmias graves que podem levar à morte", destaca.
O especialista ressalta que, apesar de ser uma condição que pode afetar pessoas de qualquer idade, o aumento dos fatores de risco entre os jovens é preocupante. "A prevalência do infarto está aumentando não só devido ao envelhecimento da população, mas também pela piora nos fatores de risco, como hipertensão e diabetes, que são cada vez mais comuns entre os jovens", conclui.
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