Os professores das universidades federais da Bahia não vão aderir à greve nacional realizada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) na próxima segunda-feira, 15. Em conversa com o site, na manhã desta terça, 9, a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB), Marta Lícia Teles, detalhou a que passo a categoria se encontra referente às paralisações.
“A APUB não estará na greve, pois não somos filiados a Andes-SN. No entanto, o estado permanente de greve continua e teremos várias assembleias para avaliar o movimento nacional”, disse.
Marta antecipou que a APUB realizará duas mesas de negociações ainda nesta semana. A primeira, no próximo dia 10, que será geral, com todos os servidores das universidades e a segunda, no dia 11 de abril, com os professores, Andes, o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Público Federal (PROIFES-Sindicato) e outras categorias de ensino federal público para discutir os próximos passos.
A líder da categoria também ressaltou que na semana entre os dias 22 e 25 de abril ocorrerá Assembleias Gerais que podem “resultar em tudo”.
Greve nacional
O Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN aprovou na última semana, o indicativo de greve dos docentes das universidades federais, institutos federais e cefets da base do Sindicato Nacional para 15 de abril. A deliberação teve como base o resultado das assembleias realizadas nas seções sindicais, as quais, por grande maioria, referendaram a decisão congressual pela necessidade de construção de uma greve.
Algumas universidades já definiram a paralisação das atividades, como a UnB, a Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Pelotas (UFPel) e o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais. Pelo menos uma dezena de outras instituições já aprovou indicativo de greve, ainda sem definição de data, que podem ser marcadas em assembleias a serem realizadas ao longo da semana.
Em pauta nacional unificada, os docentes das universidades federais pedem reajuste de 22,71%, dividido em três parcelas iguais de 7,06% em 2024, 2025 e 2026. Já o governo federal propôs reajuste zero este ano, e dois reajustes de 4,5% em 2025 e 2026.
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