Chuvas alagamentos e ausência de saneamento básico são problemas que causam diversos transtornos à população, dentre eles a maior incidência de animais peçonhentos - aqueles que possuem glândulas de veneno e que o injetam com facilidade por meio de dentes ocos, ferrões ou aguilhões, como escorpiões, cobras, lacraias e até mesmo abelhas.
Na Bahia, somente este ano foram notificados 15.139 casos de acidentes por escorpiões, enquanto todo o ano de 2023 a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou 27.972 notificações. Conforme o órgão, 15 mortes já foram registradas na Bahia.
Os acidentes por animais peçonhentos foram incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres: em áreas sem saneamento, ou com os serviços públicos precarizados, por exemplo.
A incidência dos escorpiões é a mais comum. “Escorpião é o mais comum. Está muito relacionado à questão de saneamento básico e as consequências do tempo chuvosos que facilitam acúmulo de lixo, de restos de material de construção, córregos cheios, lixões, alagamentos, e até queimadas, por exemplo. Eles saem do habitat natural, e vão estes locais próximos às residências, pois encontram duas situações: um local úmido e insetos para se alimentarem, principalmente baratas”, explica Jucelino Nery do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).
Em Salvador, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não registrou morte por picada de escorpião, apesar de eles serem frequentes. Virgínia Rocha, bióloga e técnica da Secretaria Municipal de Saúde, afirma que os distritos que eles estão mais presentes são Itapuã, Cajazeiras, São Caetano, Valéria e Pau da Lima. Já Lucrécia Lopes, sanitária e bióloga do Controle de Vetores e Animais Peçonhentos, acrescenta ainda que existem reincidências na Estrada Velha do Aeroporto e Nova Brasília.
Os dados da Sesab apontam que, por ano, são registrados na Bahia uma média de 20 mil casos de picada de escorpião, 4 a 5 mil casos de serpentes e em terceiro lugar vem as abelhas. Feira de Santana, Vitória da Conquista e Caetité, estão na lista das localidades com maiores casos e gravidades ocasionadas por picadas do escorpião.
Ambientalistas e especialistas afirmam que os casos tendem a aumentar, uma vez que as cidades ainda não têm um olhar social e de saúde pública para a questão do saneamento básico, para o controle ambiental, para o desmatamento: fatores que aproximam os animais peçonhentos das pessoas e os riscos de picadas, doenças e mortes.
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