O fator psicológico tem relação direta com as doenças inflamatórias intestinais. É que, como afirmam os especialistas da área, intestinos e cérebro estão em constante em "diálogo" e, portanto, um afeta o outro direta ou indiretamente em grandes proporções. Segundo o cirurgião coloproctologista, Eugênio Ramalho, as doenças do intestino têm relação com o estado psicoafetivo, em maior ou menor grau, do paciente. Porém, um alerta nesse mês em específico é preciso ser dado: as mulheres com câncer de mama precisam ficar atentas a qualquer sinal de irregularidade no funcionamento intestinal. É o emocional “abalado” é a grande motivação do desequilíbrio da flora, levando as pacientes com câncer de mama a desconfortos e sofrimentos que precisam se cuidados com o auxílio multidisciplinar.
Como bem chama a atenção Dr. Eugênio Ramalho, todos os problemas que afetam o emocional do paciente vão gerar uma descarga de hormônios que interferem no bom funcionamento do intestino. Sentimentos como raiva, depressão, ansiedade, medo, preocupações, angustias, negação e agressividade são comuns entre os pacientes com câncer. Além disso, o número de mulheres com câncer de mama e depressão é uma realidade e essas duas doenças juntas são uma soma que não fazem bem nem ao emocional, nem ao bom funcionamento dos intestinos da paciente, gerando desconforto e riscos comprovados de doenças inflamatórias intestinais.
“A paciente ansiosa descarrega adrenalina e o intestino não relaxa e fica preso. A paciente depressiva não produz serotonina e, por isso, não tem ânimo para andar, se locomover, fazer atividade física. Assim, o intestino não contrai, fica paralisado. Pacientes com câncer de mama precisam ficar atentas a esses sinais do intestino, pois também podem estar associados ao emocional”, salientou o coloproctologista Eugenio Ramalho, acrescentando que o estresse não deixa o organismo produzir os principais hormônios (dopamina, serotonina e adrenalina) responsáveis pelo equilíbrio da parte neurotransmissora do intestino, fazendo com que a paciente ou tenham constipação ou diarreia.

Portanto, é importante que mulheres nesta situação, não apenas sejam cuidados por oncologistas, conforme Dr. Eugênio Ramalho, mas por uma rede de especialista que inclua também o cuidado com o emocional e com o segundo cérebro delas: o intestino. “Essa é uma doença que precisa ser diagnosticada precocemente. Seus sintomas perpassam também pelo desconforto intestinal. São sintomas nada fáceis. Por isso, a necessidade do acompanhamento e a importância de um olhar atento a cada sinal de desequilíbrio da flora”, salientou o especialista.
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