A pré-candidatura de Luciano Bivar à presidência da República pelo União Brasil tem o aval do grupo do partido ligado ao secretário-geral da legenda, ACM Neto. O núcleo originalmente do Democratas, inclusive, estaria incentivando a manutenção do nome de Bivar no pleito como um esforço para blindar a candidatura do ex-prefeito de Salvador ao governo da Bahia, considerada uma das prioridades dessa parcela da legenda.
Até o final de abril, o União Brasil seguia em diálogo com PSDB, MDB e Cidadania para a construção de uma candidatura única da autoproclamada terceira via. No entanto, após diversas rodadas de conversas, Bivar anunciou o abandono das conversas e confirmou o próprio nome, com aval de integrantes da bancada do partido, para disputar o Palácio do Planalto.
A decisão de uma candidatura própria do União Brasil impediria que ACM Neto fosse “jogado” no colo do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), algo que o ex-prefeito tem rechaçado desde os primeiros momentos da pré-campanha. Os adversários insistem que “colar” a imagem dele ao presidente, ainda que o deputado federal e ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), seja apresentado reiteradas vezes como o nome de Bolsonaro na disputa pelo governo baiano.
Para interlocutores de ACM Neto, o cenário com a candidatura de Bivar não atrapalharia os planos dele em manter o distanciamento da polarização nacional entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro, ao tempo em que justificaria eventuais ataques ao tangenciar com a ideia de uma candidatura solo do próprio partido.
Terceira via
A saída do União Brasil da autoproclamada terceira via praticamente sepultou a competitividade do grupo. Com a maior parcela do bolo do fundo eleitoral, a sigla era considerada crucial para viabilizar o processo. Segundo atores políticos ouvidos pelo Bahia Notícias, o veto - e o próprio distanciamento - de Ciro Gomes (PDT) das conversas acabou acelerando o derretimento do projeto.
O pedetista é, até aqui, o nome de fora da polarização que melhor pontua nas pesquisas de opinião. Todavia, não houve uma participação efetiva do ex-governador do Ceará e do PDT nas negociações, que seguiram centradas nos nomes de João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB), somada a articulação de Sérgio Moro, que chegou a flertar com o grupo enquanto filiado ao Podemos e viu esvair as chances de uma candidatura à presidência depois de se filiar ao União Brasil.
“Escondido” ACM Neto diz que Jerônimo tenta se esconder do debate e que governador sumiu até da propaganda do PT
Lei da Dosimetria João Roma critica decisão de Moraes e fala em “afronta” ao Congresso
Feira de Santana Jerônimo defende escuta popular no PGP, critica oposição e reforça vínculos com Feira de Santana
Alfinetou Bruno Monteiro rebate Bruno Reis e diz que prefeito virou “comentarista” do governo
CPI do Master Flávio Bolsonaro ignora Ciro Nogueira ao pedir CPI para investigar Banco Master
Política Neto mira Jerônimo após Bahia superar guerra em mortes 
Mín. 20° Máx. 29°
Mín. 19° Máx. 30°
Parcialmente nubladoMín. 20° Máx. 29°
Tempo nublado


