Abastecer o tanque do veículo tem sido um pesadelo para os consumidores baianos. Não é para menos: desde o começo do ano, foram anunciados cinco aumentos na gasolina e no diesel S-10. A Acelen, atual responsável pela Refinaria Mataripe, que enviou uma nota à imprensa nesta quinta-feira (10) informando que mudou o critério de venda para reduzir os preços dos combustíveis vendidos aos distribuidores, após apurar o congelamento do Imposto Sob Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estendido até final de março. De acordo com a companhia, a redução será na ordem de R$ 380 a R$ 400 por metro cúbico do diesel S10 e de R$ 580 para a mesma medida de gasolina.
“A Acelen buscou uma solução que fixa critério transparente e uniforme para todos os contribuintes e clientes”, afirmou a nota. Contudo, essa redução anunciada pela empresa do grupo árabe Mubadalaainda não deu o ar da graça nas bombas. A reportagem esteve em quatro bairros de Salvador, com postos de três bandeiras diferentes, e constatou que o preço da gasolina comum e aditivada está variando entre R$ 6,79 e R$ 7,33. Já para quem roda com diesel, os valores oscilavam entre R$ 5,64 e R$ 5,93. Ainda nesta semana, a Tribuna publicou matéria mostrando o impasse entre a Acelen, o Governo do Estado e os sindicatos do setor petroleiro, que chegaram a levar representações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) alegando abuso de poder econômico por parte da atual gestora da Mataripe.
“O Governo e a sociedade em geral esperavam que, com a privatização, os preços caíssem. Mas, no caso da Bahia, tem se verificado justamente o contrário”, criticou Walter Tannus Freitas, presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA). O sindicato ainda não tem uma previsão de quando a redução vai se refletir para o consumidor final. A situação vem preocupando bastante o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), que solicitou um estudoao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para mostrar a diferença entre os preços pagos pelos baianos e os praticados em outros estados.
O documento elaborado pelo Dieese mostrou que desde dezembro de 2021, quando a Acelen passou a assumir as operações da refinaria, até 5 de março, a gasolina e o óleo diesel tiveram incrementos de 28,69% e 36,92%, respectivamente. “Essa postura da Acelen vai quebrar a economia da Bahia”, afirmou o diretor de comunicação do Sindipetro-BA, Radiovaldo Costa. Ele foi procurado por um dono de transportadora, que precisou buscar óleo diesel em outro Estado por não conseguir arcar com os valores vigentes em território baiano. “Este empresário contou que um grupo de donos de transportadoras contratou um caminhão-tanque para comprar 40 mil litros de diesel em Sergipe, pois mesmo pagando o frete, a diferença de valor compensa”, disse Costa.
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