O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) falou sobre a recondução do historiador e cientista político Juliano Medeiros como presidente nacional do partido e sobre a pré-decisão de não lançar um candidato a presidência da República em 2022. Conforme Jhonatas, o congresso nacional do partido, além de reconduzir Juliano, deliberou que no momento não definiria posições sobre o processo eleitoral.
“Existem posições diferentes no partido sobre isso. Uma parte defende, em função da gravidade e do perigo que é o governo Bolsonaro, unificar esforços em torno do nome de Lula, que seria a candidatura mais viável em torno da derrota do atual presidente. Outra parte avalia que não, que é importante ao menos no primeiro turno ter uma candidatura a esquerda verdadeiramente e que apresente um conjunto de pontos que outras candidaturas não apresentarão em torno da superação dos problemas da sociedade”, afirmou.
Para o vereador, é importante que isso ocorra para que o futuro governo, mesmo que não seja um governo do PSOL, tenha que responder a essas questões. “O partido se organiza em torno da candidatura do companheiro Glauber Braga, que é deputado federal pelo Rio de Janeiro. Essa definição precisa amadurecer, já que vivemos um período de muita instabilidade e muita incerteza, inclusive de risco autoritário do presidente que coloca em ameaça até as próprias eleições. A avaliação foi jogar para uma conferência eleitoral que acontecerá no próximo ano a definição final sobre isso”, explicou.
O que o PSOL pretende, ainda conforme o vereador, estabelecer alianças e construir esse programa com um conjunto de propostas para dialogar com os problemas que o Brasil enfrenta hoje. “Aumento do desemprego, a caristia, o desmonte das políticas públicas que garantem direitos, um conjunto de pontos que tem tirado o sono da maioria da população brasileira”.
Pré-candidato a deputado
Questionado sobre se pretende lançar a sua candidatura a deputado estadual, Jhonatas afirmou que sim. “Tem um apelo e existe uma certa expectativa em torno de uma candidatura minha a deputado estadual, mas estamos tardando em fazer essa discussão por dois motivos. Primeiro porque precisamos fazer o mandato funcionar bem. Cheguei a Câmara com uma grande responsabilidade de atender a um conjunto de questões colocadas pela sociedade feirense insatisfeita com o que era a Câmara Municipal. Nos primeiros meses trabalhamos para colocar uma estrutura de mandato que conseguisse atender a isso”.
Outro motivo, ainda de acordo com Jhonatas, é que as regras eleitorais estavam em discussão até o mês de outubro na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Essas modificações só foram aprovadas recentemente e isso interfere na estratégia das eleições. O que posso colocar é que sou pré-candidato a deputado. Só não defini ainda é se sou candidato a estadual ou federal. O PSOL deve fazer essa discussão no final de outubro/início de novembro”, explicou.
Jhonatas ressaltou ainda que não tem candidatura a cargo como projeto pessoal, que é professor, gosto de dar aulas, não dependo da atividade política e não a tenho como atividade principal. Por isso as candidaturas sempre foram coletivas e decididas em conjunto. “Se houver uma candidatura será da mesma forma”.
Com informações do repórter Reginaldo Junior
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