Boca de Forno News
Músicos, garçons, empresários e entre outros trabalhadores que atuam no setor artístico no período noturno em Feira de Santana, reivindicam contra as medidas impostas pelos governos municipal e estadual para barrar o avanço da Covid-19 na cidade. A categoria alega que está sendo impedida de trabalhar devido as restrições, o que está impactando diretamente os profissionais.
"O músico é um profissional como qualquer outro (...) o músico não é o problema. Está faltando empatia", protesta o sanfoneiro Janderson do Acordeon. Ao Boca de Forno News, ele se manifestou em nome da classe a favor da retomada gradativa do setor cultural.
"O problema é o controle das pessoas dentro do estabelecimento sem as medidas de segurança, não o músico. Estamos passando por um regime muito difícil. Tem gente que não aguentou e já mudou de profissão."
Com mais de seis mil casos ativos de Covid-19, Feira de Santana passa por mais um momento crítico da pandemia, com hospitais lotados e aumento do número de casos e mortes. Só neste mês, 29 pessoas já morreram em decorrência de complicações da doença na cidade - o recorde, desde o início da pandemia, foi em maio deste ano, com 100 mortes, segundo a prefeitura. Além disso, o número de internações com pessoas abaixo de 59 anos aumentou.
Informações do repórter Reginaldo Lima
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