Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11/10) - Foto: Amanda Perobelli/Reuters
O segundo turno é a etapa final das eleições em que, em geral, são escolhidos o Presidente e o Vice-Presidente da República, os 27 governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal. Ele ocorreu no último domingo de outubro, quando participam os eleitores que votaram no primeiro turno e optaram pelo seu candidato. Embora a votação tenha natureza nacional, a campanha é local e os candidatos não podem receber doações.
Uma pesquisa de intenção de votos indicava a maior presença de eleitores com 35 anos ou mais na escolha de presidente, de eleitoras do sexo feminino e de pessoas com curso superior em comparação com o primeiro turno.
Durante o segundo turno das eleições no Brasil, a internet e a televisão foram os principais meios de comunicação utilizados pelos candidatos para expor suas ideias e propostas. Mais de 200 milhões de reais foram gastos em propagandas em busca do apoio dos eleitores. Diversos assuntos foram discutidos, como economia, educação, saúde, segurança, corrupção, impostos e políticas públicas.
Após sair em desvantagem no primeiro turno, a campanha petista adotou um discurso mais agressivo e de combate direto, relembrando o legado do governo Jair Bolsonaro e focando na biografia da família Bolsonaro. Houve forte mobilização nas ruas e nas redes sociais (com atuação de militância orgânica, estudantes e figuras como André Janones) para atrair o eleitorado juvenil e setores moderados do centro
Lula conquistou a vitória em 13 unidades federativas - no Nordeste, além do Pará, Amazonas, Amapá e Minas Gerais. Minas Gerais foi o único estado em que o vencedor mudou entre o primeiro e o segundo turno, decidindo a disputa por uma diferença mínima (50,43% a 49,57%). Flávio Bolsonaro obteve vitória em 13 estados e no Distrito Federal
Um dos temas que mais se destacaram em debates, podcasts e ciclos de palestras foi o que as eleições e a política brasileira estavam fazendo com a vida das pessoas em seu dia a dia. O que estava mudando nas vidas das pessoas que não estavam muito preocupadas com a escolha a ser feita nas urnas, que não sentiam que a escolha que fariam em outubro estava diretamente ligada ao seu cotidiano? As respostas giravam entre “nada”, “não consigo ver”, “a minha vida não mudou” e “está pior”. E esses sentimentos não refletiam apenas a escolha de voto, mas a participação no debate e a relação com a política.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que aprendeu muitas lições com essas eleições e que vai mudar o jeito de governar o país em seu primeiro discurso após a reeleição no segundo turno, neste domingo. O presidente afirmou que pretende governar para todos. “Na medida em que a gente ganha as eleições, a gente não tem mais adversário, vou governar para todos”, afirmou o presidente. Lula agradeceu a “generosidade da juventude brasileira que foi pra rua para defender a democracia”
Maias uma vez, neste País, a classe estudantil e a esquerda brasileira mostrou a sua força!
Por Alberto Peixoto
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