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Entretenimento Expo Tanquinho

Zé Oliver destaca receptividade do público e conquista de mais uma praça para a banda Xêro Perfumado durante a Expo Tanquinho

Cantor avaliou positivamente a apresentação realizada na noite deste domingo (1º), agradeceu à organização do evento e ao público de Tanquinho e pediu uma nova oportunidade para a banda, desta vez em um horário mais cedo. Artista também falou sobre sua relação com Deus, a interação com o público e o processo de composição da música “Chifre Queimado”.

02/11/2026 13h17
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Zé Oliver - Foto: Boca de Forno News 

A banda Xêro Perfumado, liderada pelo cantor Zé Oliver, conquistou mais uma praça durante sua apresentação na Expo Tanquinho, realizada neste domingo (1º de novembro), no município de Tanquinho, na Bahia. Em entrevista, o artista fez uma avaliação positiva do show, destacou a receptividade do público, a participação das pessoas durante a apresentação e o carinho recebido em uma cidade onde ainda não havia se apresentado.

Para Zé Oliver, a participação na Expo Tanquinho representou mais uma conquista na trajetória musical da banda e uma oportunidade especial de ampliar o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo grupo. Apesar de ter sido a última atração da programação, o cantor afirmou que ficou surpreso com a resposta do público, que se aproximou do palco e demonstrou entusiasmo durante o show. “Foi um excelente show. Às vezes, eu mesmo me surpreendo com o carinho do público. É um lugar onde eu nunca tinha ido, era a primeira vez que estava na cidade, mas, graças a Deus, o público que estava ali veio todo para a frente do palco. Isso me deixou muito feliz”, afirmou.

O cantor contou que, inicialmente, ficou receoso por estar se apresentando pela primeira vez em Tanquinho e, principalmente, por causa do horário em que a banda entrou no palco. Segundo ele, por ser uma apresentação realizada mais tarde, havia uma preocupação sobre a receptividade e a participação das pessoas. No entanto, a experiência foi diferente do que imaginava.

Zé Oliver também destacou a tranquilidade do município e a educação dos moradores. Segundo ele, não houve nenhuma ocorrência que comprometesse a apresentação ou a permanência da banda no local. Pelo contrário, a experiência deixou nos integrantes o desejo de retornar à cidade. “Eu fiquei um pouco receoso porque era a primeira vez que tinha ido à cidade, mas o que vimos foi uma cidade simples, com pessoas totalmente educadas. Isso deixou a gente com vontade de voltar outra vez, em um horário melhor do que o de ontem”, relatou.

Durante a entrevista, Zé Oliver fez questão de agradecer às pessoas e instituições que contribuíram para a realização da Expo Tanquinho e para a apresentação da banda. Entre os agradecimentos, citou o prefeito José Luiz, o secretário de Cultura, Vitor, e o secretário de Agricultura, também identificado pelo nome de Vitor durante a entrevista.

O artista também reconheceu o trabalho da Polícia Militar, que, segundo ele, permaneceu no local até o último minuto do show, além da atuação do Corpo de Bombeiros e da colaboração dos barraqueiros, que contribuíram com o acesso e a estrutura do evento.

Ao falar sobre a experiência, o cantor classificou a participação na Expo Tanquinho como um presente de Deus em sua trajetória musical. “Eu posso dizer que, para mim, foi mais um presente que Deus me deu na minha vida musical. É isso que resume tudo”, declarou.

Mesmo satisfeito com o resultado da apresentação, Zé Oliver aproveitou a oportunidade para fazer um pedido ao prefeito José Luiz: que a banda Xêro Perfumado seja convidada novamente para se apresentar em Tanquinho, preferencialmente em um horário mais cedo, considerado por ele mais adequado para ampliar ainda mais a participação do público.

O cantor explicou que a banda foi a última atração da noite e, mesmo assim, conseguiu reunir as pessoas em frente ao palco e manter a interação durante o show. Para ele, uma apresentação em um horário mais nobre poderia proporcionar uma experiência ainda melhor. “Cada praça por onde a gente passa é como se deixássemos um mastro levantado para dizer: ‘Olha, estivemos aqui e fomos recebidos muito bem, com muita alegria e muito carinho’. O pessoal pediu para tocar pelo menos mais 20 músicas. Eu troquei mais uma, mais duas, e a gente foi embora com aquele gostinho de quero mais”, contou.

Na sequência, reforçou o convite para uma nova apresentação: “Eu peço gentilmente ao excelente prefeito José Luiz que nos oportunize uma nova chance, também em um horário mais nobre, para que a gente faça ainda melhor. Fomos a última banda e fizemos aquilo. Então, imagine em um horário mais adequado! Mas é apenas um pedido, prefeito, não é uma obrigação. De toda forma, sou feliz pela oportunidade que nos deu”.

Zé Oliver também agradeceu aos moradores de Tanquinho pela maneira como receberam a banda e destacou que a conquista de novos espaços é resultado do trabalho coletivo. “Eu, Zé Oliver, com muita honra, agradeço a Deus e a todos os munícipes de Tanquinho pela oportunidade de terem nos recebido com tanto carinho e tanta alegria. Isso é Xêro Perfumado”, afirmou.

Outro ponto abordado na entrevista foi a facilidade de comunicação do cantor com o público durante as apresentações. A interação, que se tornou uma característica de sua performance nos palcos, foi apontada pelo próprio artista como algo natural, que faz parte de sua personalidade.

Segundo Zé Oliver, o crescimento da banda e a conquista de novas cidades são frutos do esforço conjunto entre o empresário, a produção e os profissionais envolvidos no projeto, além do trabalho que ele desenvolve à frente do grupo. “Graças a Deus, é fruto de um esforço mútuo entre o produtor e o empresário da banda Xêro Perfumado. Eu, enquanto cantor na linha de frente, gosto muito de entretenimento e de comunicação com o público. É por isso que gosto de ficar lá com a galera mesmo. É algo natural, não preciso fazer esforço para isso. Faz parte da minha natureza”, explicou.

O artista destacou que fica feliz ao perceber a receptividade nas diferentes cidades por onde passa e considera cada apresentação uma oportunidade de construir uma relação com o público. A resposta dos moradores de Tanquinho, segundo ele, foi mais uma demonstração de que a proposta musical da banda vem sendo bem recebida. O pedido por mais músicas, mesmo após o encerramento do tempo previsto para a apresentação, foi citado como uma das demonstrações desse carinho.

Questionado sobre o que contribui para sua facilidade de interação com as pessoas, Zé Oliver também falou sobre sua relação com Deus e os princípios que procura levar para a vida pessoal e profissional.

O cantor afirmou que não faz uso de drogas e que procura manter sua trajetória artística orientada pela fé, independentemente de religião. Para ele, a presença de Deus é fundamental em tudo o que realiza, inclusive no comportamento que apresenta no palco. “Eu não uso drogas, sou muito voltado para Deus. Não depende de religião. Penso que tudo o que faço é com Deus. Tenho Deus na minha direção o tempo todo, para tudo”, declarou.

Na avaliação do artista, a responsabilidade de quem sobe ao palco vai além de cantar e entreter. Ele considera importante que os profissionais da música mantenham uma postura respeitosa diante do público, especialmente em apresentações realizadas em eventos públicos.

Sem citar nomes, Zé Oliver fez uma crítica a artistas conhecidos nacionalmente que, segundo ele, sobem aos palcos embriagados e apresentam comportamentos que considera inadequados. O cantor afirmou que esse tipo de postura representa desrespeito ao dinheiro público e ao público que acompanha os shows. “É muito feio e um desrespeito ao erário público um artista subir bêbado para falar bobagem, cantar bêbado e fazer apologia ao sexo, seja lá o que for. Não nos interessa, e também não é o pensamento da Xêro Perfumado”, pontuou.

Ele ressaltou que a proposta da banda é contribuir para o fortalecimento da cultura e oferecer entretenimento com qualidade e responsabilidade.

Segundo Zé Oliver, o repertório do grupo é eclético e reúne diferentes estilos musicais, com a intenção de agradar a públicos variados. O cantor citou o forró e outros ritmos presentes no repertório, defendendo uma produção musical que valorize a cultura e a qualidade das apresentações. “A gente tem contribuído para, de fato, alavancar a cultura com nobreza. Seria uma cultura com nobreza, um forró de qualidade, outros ritmos de qualidade. A gente faz um misto disso tudo, pois a banda é eclética e, graças a Deus, por onde tem passado, o povo está gostando”, afirmou.

Zé Oliver - Foto: Boca de Forno News 

O artista também demonstrou disposição para aperfeiçoar o trabalho e adequar o repertório às diferentes apresentações, sem abrir mão da identidade musical da banda.

Durante a conversa, Zé Oliver também falou sobre a música “Chifre Queimado”, composição de sua autoria que faz parte do repertório apresentado pela Xêro Perfumado nos shows. O cantor explicou que a música surgiu como uma brincadeira, mas aborda uma situação bastante conhecida nas relações amorosas: a traição e a desconfiança entre pessoas que mantêm um relacionamento.

De acordo com ele, a composição não representa necessariamente uma experiência pessoal, mas uma história inspirada em situações observadas no cotidiano. O artista explicou que costuma buscar nas experiências e nos acontecimentos ao seu redor elementos que possam ser transformados em música. “‘Chifre Queimado’ é mais uma brincadeira, mas também faz alusão às pessoas que traem, algo com que eu não concordo. Penso que cada um deve ficar no seu canto, sem precisar estar com duas, três, quatro ou cinco pessoas. Mas isso fica a gosto de cada um”, explicou.

Zé Oliver contou que a inspiração veio justamente das situações em que uma pessoa está em um relacionamento e a outra começa a desconfiar de uma possível traição. A partir dessa hipótese, ele desenvolveu a ideia que deu origem à letra.

O cantor destacou que a composição musical é uma forma de transformar acontecimentos reais em arte e que, muitas vezes, os compositores não escrevem sobre suas próprias experiências, mas sobre histórias que observam na sociedade. “Nós, compositores, nunca escrevemos apenas para nós mesmos. Escrevemos sobre o que vemos no cotidiano, histórias reais que transformamos em arte. Essa é a minha linha de composição”, concluiu.

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