A segunda edição da Expo Tanquinho será realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, no município de Tanquinho, com uma programação voltada à exposição de animais, à comercialização de produtos da agricultura familiar, à geração de negócios e ao fortalecimento da economia rural. A expectativa da organização é ampliar os resultados alcançados na primeira edição, que, segundo o secretário municipal de Agricultura, Vitor Mota, registrou aproximadamente 2,5 mil visitantes por dia e teve participação expressiva de expositores e do público.
Em entrevista ao programa Boca de Forno Regional, o secretário informou que a preparação para o evento já contava com quase 100 baias reservadas para a exposição de animais e mais de 100 expositores inscritos na feira de agricultura familiar e economia solidária. A programação reunirá produtores de caprinos, ovinos, pôneis, mini vacas, mini touros e alpacas, além de oferecer atividades técnicas, culturais e recreativas para diferentes públicos.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Tanquinho, sob a liderança do prefeito Zé Luiz, e conta com a participação de instituições parceiras. Entre os objetivos estão ampliar as oportunidades de comercialização dos produtores, atrair visitantes de diferentes municípios, estimular a circulação de recursos na economia local e valorizar a produção rural. “Foi uma proposta ousada, porque o município nunca tinha promovido um evento nesse segmento. Graças a Deus, foi um sucesso de vendas, de participação de público e de expositores. Acho que foi uma grande novidade para a população. Este ano, a gente promete mais e melhor”, afirmou Vitor Mota ao avaliar os resultados da primeira edição e a preparação para o novo evento.
A Expo Tanquinho terá uma programação diversificada, com atividades voltadas tanto aos produtores rurais quanto aos visitantes interessados em conhecer a produção agropecuária e os produtos da agricultura familiar. Entre as atrações previstas estão o julgamento de animais em pista, o torneio leiteiro de caprinos e a copa de marcha, atividade que também integrou a programação anterior e cuja realização era esperada novamente neste ano. O evento contará ainda com cursos, palestras e outras atividades formativas realizadas paralelamente à exposição.
A programação cultural ocorrerá durante o dia e à noite. Também haverá praça de alimentação e parque infantil, ampliando as opções de lazer para as famílias que comparecerem ao local. “É um evento muito integrado. Temos o julgamento de pista desses animais, o torneio leiteiro de caprinos e a copa de marcha. No ano passado, ela aconteceu, e este ano deve acontecer novamente. Integradas a isso, temos cursos e palestras durante o evento, além de toda a programação cultural, durante o dia e à noite”, explicou o secretário.
A estrutura foi planejada para aproximar diferentes segmentos da atividade rural e criar oportunidades de negócios. Além de acompanhar a exposição dos animais, os visitantes poderão conhecer e adquirir produtos comercializados pelos agricultores familiares e demais empreendimentos participantes. A expectativa da organização é que a integração entre as atividades técnicas, comerciais e culturais contribua para ampliar o tempo de permanência do público e favorecer a comercialização durante os três dias.
Outro destaque da segunda edição é a participação dos empreendimentos ligados à agricultura familiar e à economia solidária. Segundo Vitor Mota, mais de 100 expositores já estavam inscritos para participar dessa área da feira. Os participantes são provenientes de diferentes territórios baianos, incluindo o Portal do Sertão, a Bacia do Jacuípe, o Sisal e o Recôncavo. A diversidade de origens amplia a possibilidade de troca de experiências entre produtores e permite que os visitantes tenham contato com diferentes produtos e iniciativas de geração de renda.
As quase 100 baias reservadas para a exposição de animais também demonstram a procura pela estrutura disponibilizada para o evento. De acordo com o secretário, a maior parte das reservas é proveniente da própria região, especialmente dos territórios da Bacia do Jacuípe, do Sisal e do Portal do Sertão.
Questionado sobre a origem dos participantes, Vitor Mota explicou que a feira tem uma presença regional expressiva, embora alcance municípios de diferentes áreas do estado. “Normalmente, a participação se concentra mais na região da Bacia do Jacuípe, no território do Sisal e em alguns municípios do Portal do Sertão”, informou.
A primeira edição da Expo Tanquinho foi apresentada pelo secretário como um marco para o município, tanto pela participação popular quanto pela movimentação comercial. Segundo a estimativa mencionada por ele durante a entrevista, o evento recebeu cerca de 2,5 mil visitantes por dia.
Vitor Mota ressaltou que a participação do público no domingo surpreendeu os organizadores. A expectativa inicial era de que o sábado concentrasse o maior movimento, mas o domingo também registrou uma presença expressiva. “Na edição passada, tivemos uma estimativa de aproximadamente 2,5 mil visitantes por dia. Foi uma surpresa para nós a participação no domingo. A gente não imaginava o movimento que houve e talvez tenha até superado o sábado, que costuma ser o dia de maior público”, relatou.
Além da presença dos visitantes, o secretário destacou a procura dos expositores. Segundo ele, a quantidade de interessados foi superior à capacidade inicialmente prevista, levando ao encerramento das inscrições antes do prazo estabelecido.
A experiência contribuiu para orientar o planejamento da segunda edição, especialmente na organização das estruturas e no acolhimento dos participantes. Para Vitor Mota, o resultado da primeira feira também demonstrou que eventos realizados em municípios de menor porte podem alcançar uma movimentação comercial significativa quando conseguem reunir diferentes atividades e atrair visitantes de várias localidades.
A expectativa de continuidade dos participantes da primeira edição é outro indicador citado pelo secretário. De acordo com Vitor Mota, mais de 80% dos expositores que participaram anteriormente devem retornar à Expo Tanquinho. Ele relacionou esse interesse às condições oferecidas pela organização, especialmente à estrutura disponibilizada e à preocupação com o acolhimento dos participantes.
Segundo o secretário, os expositores não pagam pela participação nem pelo uso das baias disponibilizadas no evento. A organização também assume despesas de hospedagem, alojamento e alimentação, conforme explicou durante a entrevista. “A gente sempre teve uma preocupação muito grande em receber quem faz a feira acontecer da melhor forma possível. Os recursos precisam ser priorizados, e chegamos à conclusão de que o expositor precisa ser bem tratado e bem acolhido”, declarou.
Vitor Mota explicou que a estratégia foi garantir que os participantes tivessem uma experiência positiva, mesmo quando os resultados comerciais não correspondessem integralmente às expectativas individuais. “Se o expositor for bem tratado e bem acolhido, talvez o resultado possa até ficar aquém do esperado, mas, tendo sido bem recebido, ele voltará. O contrário não acontece”, afirmou.
Na avaliação do secretário, a procura registrada na primeira edição e a perspectiva de retorno de mais de 80% dos participantes demonstram que a feira conseguiu construir uma relação positiva com os expositores.
Durante a entrevista, Vitor Mota também citou a experiência do Laticínio Morrinhos, empreendimento do município que participou da Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, conhecida como Febafes. Segundo o secretário, durante o lançamento de uma edição da feira baiana, representantes ligados à organização do evento utilizaram a Expo Tanquinho como exemplo do potencial de comercialização das iniciativas locais.
Ele relatou que o Laticínio Morrinhos, em três dias de participação na Expo Tanquinho, teria comercializado mais produtos do que na EAGRO, realizada em Salvador, conforme a comparação mencionada durante a entrevista.
O secretário destacou que a experiência ajuda a demonstrar a capacidade de feiras municipais de gerar renda e ampliar as oportunidades para pequenos empreendimentos rurais. “Na Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, citaram o exemplo da Expo Tanquinho como um modelo de feira. Às vezes, as pessoas não imaginam o potencial que esses eventos têm de gerar renda e comercialização”, disse.
O relato reforça a proposta da organização de ampliar a participação de produtores e empreendedores, criando um espaço em que os negócios possam ser realizados diretamente com os consumidores e outros participantes do setor.
A criação da Expo Tanquinho está relacionada ao aproveitamento de estruturas municipais destinadas às atividades rurais. Conforme explicou Vitor Mota, o município já possuía um curral municipal construído em uma gestão anterior, mas o equipamento ainda não havia sido utilizado para a finalidade que motivou sua construção.
Durante a gestão do prefeito Zé Luiz, foram realizadas articulações políticas que, segundo o secretário, possibilitaram melhorias na estrutura e a construção de um galpão para a agricultura familiar ao lado do curral. Na entrevista, ele citou a articulação com o então governador Rui Costa como parte desse processo.
Com a estrutura disponível, a administração municipal iniciou uma feira de agricultura familiar em menor escala. A experiência levou à avaliação de que seria possível ampliar o projeto, aproveitando o espaço para reunir outras atividades e atrair expositores de fora do município. “A gente começou com a feira de agricultura familiar. Foi feita uma feira num porte menor, e entendemos que era importante avançar para algo numa dimensão que o espaço comportava e merecia”, explicou.
A ampliação da proposta exigiu a criação de atrativos capazes de estimular a participação do público e oferecer condições favoráveis à comercialização dos expositores. Por isso, a feira de agricultura familiar passou a integrar uma programação mais abrangente, com exposição de animais, atividades técnicas, praça de alimentação e atrações culturais.
Segundo Vitor Mota, a estratégia foi pensada para evitar que o evento se limitasse à exposição de produtos e para aumentar as possibilidades de movimentação econômica. “Como a ideia também era expandir e trazer expositores de fora, eu sempre tive uma preocupação muito grande em garantir um espaço com um atrativo substancial de público. Queríamos assegurar que essas pessoas tivessem um volume de comercialização interessante”, afirmou.
A segunda edição da Expo Tanquinho conta com o envolvimento da Prefeitura de Tanquinho e de instituições parceiras. Durante a entrevista, Vitor Mota destacou a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que classificou como fundamental para a iniciativa. O secretário também agradeceu ao superintendente Tita Ferreira, natural de Tanquinho, pelo apoio prestado ao evento. O Governo do Estado, o Banco do Nordeste e o Sebrae foram citados entre os parceiros envolvidos na realização da edição deste ano.
Vitor Mota explicou que a captação de apoio para um evento novo costuma ser um desafio, porque os organizadores precisam demonstrar previamente o potencial de uma iniciativa que ainda não possui histórico de resultados. “Quando vamos buscar apoio com instituições parceiras, sejam privadas ou públicas, é muito difícil demonstrar o potencial de algo que nunca foi feito. Fizemos todo o esforço para que a feira tivesse o sucesso que teve e, agora, pudéssemos mostrar sua dimensão e seu potencial”, afirmou.
De acordo com o secretário, o resultado da primeira edição fortaleceu os argumentos utilizados na busca por parcerias, uma vez que a experiência passou a oferecer referências concretas sobre a participação do público e a procura dos expositores.
A participação de representantes de diferentes municípios também é considerada um dos pontos importantes da iniciativa. Segundo Vitor Mota, a Expo Tanquinho recebe visitantes e expositores de uma área que vai além das cidades vizinhas, alcançando localidades da Bacia do Jacuípe e da região sisaleira.
Durante a entrevista, ele mencionou municípios como Gavião, Capela, Conceição do Coité e Retirolândia, além de localidades próximas, como Candeal, Santa Bárbara, Riachão do Jacuípe, Pé de Serra e Serra Preta. Para organizar melhor a participação nos eventos agropecuários, o secretário relatou que iniciou uma articulação com outros gestores municipais e representantes envolvidos na promoção de feiras.
A iniciativa resultou na criação de um grupo de WhatsApp chamado “Feiras 075”, utilizado para compartilhar informações e organizar um calendário de eventos. “Eu senti essa necessidade e entrei em contato com algumas pessoas que nos ajudaram nesse processo e também participaram como expositores. Criamos um grupo chamado Feiras 075, embora ele abranja até municípios que passam desse perímetro”, explicou.
Segundo o secretário, a organização de um calendário conjunto ajuda a evitar a coincidência de datas, facilita o compartilhamento de informações e permite que os representantes de um município participem das atividades realizadas pelos demais. “Isso é importante para que não haja choque de datas e, principalmente, para que um possa prestigiar a feira do outro”, acrescentou.
Vitor Mota também ressaltou que a organização da primeira Expo Tanquinho envolveu visitas a outras feiras, com o objetivo de conhecer experiências, aprender com outros organizadores e convidar participantes. A articulação regional, segundo ele, contribui para ampliar o alcance dos eventos e fortalecer a cooperação entre os municípios que possuem atividades ligadas à produção agropecuária.
Além da organização da Expo Tanquinho, o secretário apresentou iniciativas desenvolvidas pela administração municipal para fortalecer os agricultores familiares. Entre as ações citadas está a ampliação da emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento utilizado para identificar e qualificar os agricultores familiares e que substituiu a antiga Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Segundo Vitor Mota, a gestão tem promovido ações itinerantes nas comunidades rurais para facilitar o acesso dos agricultores ao cadastro.
O secretário também destacou os resultados do Garantia-Safra, programa de apoio a agricultores familiares que sofrem perdas de produção em razão de condições climáticas adversas. De acordo com os dados apresentados por ele, houve crescimento de 60% no número de agricultores alcançados pelo programa. “Temos tido um aumento significativo dos cadastros emitidos do agricultor familiar, por meio de estratégias de mobilização e de ações itinerantes nas comunidades. O próprio Garantia-Safra também apresentou um saldo significativo, com crescimento de 60% no número de agricultores alcançados”, afirmou.
Outra frente de atuação é a capacitação profissional. Vitor Mota destacou a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), responsável por cursos voltados aos trabalhadores e produtores do campo. Conforme o secretário, em aproximadamente um ano e meio foram ofertados mais de 30 cursos com certificação válida em todo o território nacional. Ele ressaltou a importância de ampliar as oportunidades de formação tanto para homens quanto para mulheres que atuam na atividade rural.
O acesso ao crédito também foi apontado como uma estratégia para estimular a produção e melhorar as condições de trabalho dos agricultores familiares. Segundo Vitor Mota, a Secretaria de Agricultura tem incentivado os produtores a conhecer e acessar as políticas de financiamento do Banco do Nordeste, especialmente por meio do programa Agroamigo, voltado à oferta de crédito orientado para agricultores familiares.
O secretário afirmou que o município tem observado resultados positivos entre produtores que conseguem acessar os recursos e utilizá-los em investimentos na atividade rural. “Temos buscado incentivar bastante as pessoas a acessarem as políticas do Banco do Nordeste, por meio do Agroamigo. Temos tido um resultado muito positivo, com muita gente tomando crédito assistido e investindo na produção no campo”, relatou.
Vitor Mota também destacou os investimentos realizados no mercado municipal durante a gestão do prefeito Zé Luiz. Segundo ele, o espaço é importante para a comercialização e para o escoamento da produção dos agricultores. Na avaliação do secretário, a combinação entre acesso a políticas públicas, capacitação, crédito e estrutura de comercialização contribui para fortalecer a agricultura familiar e ampliar as possibilidades de geração de renda no município.
Apesar das ações desenvolvidas, a produção agrícola de Tanquinho enfrenta dificuldades relacionadas às condições climáticas, principalmente em períodos prolongados de estiagem. Durante a entrevista, Vitor Mota explicou que o milho e o feijão possuem importância cultural e econômica para a população rural, mas as condições de cultivo nem sempre são favoráveis. Segundo ele, o município vem registrando uma sequência de perdas de lavouras provocadas pela falta de chuva.
O secretário também relatou que, no ano anterior, houve situações em que agricultores perderam plantações em razão do excesso de precipitação, demonstrando que tanto a escassez quanto o excesso de água podem prejudicar a produção. “Se, por um lado, precisamos ter uma aptidão cultural, porque as pessoas precisam gostar daquilo que produzem, por outro, também precisa existir uma aptidão climática. Infelizmente, as condições não têm favorecido principalmente a agricultura, mais especificamente o milho e o feijão”, avaliou.
Diante desse cenário, o secretário defendeu a discussão sobre alternativas agrícolas mais adaptadas ao clima da região. Uma das possibilidades mencionadas foi o cultivo do sorgo, que pode substituir o milho na alimentação animal e na produção de silagem. Segundo Vitor Mota, o sorgo necessita de aproximadamente 30% da quantidade de água exigida pelo milho para completar seu ciclo, conforme a comparação apresentada durante a entrevista.
A proposta é estimular a diversificação das culturas e reduzir a vulnerabilidade dos produtores às perdas provocadas pela irregularidade das chuvas.
Outra alternativa destacada pelo secretário foi a palma forrageira, utilizada na alimentação de rebanhos bovinos, ovinos e caprinos, especialmente em regiões com períodos de estiagem.
Vitor Mota explicou que a planta possui características fisiológicas que favorecem sua adaptação a ambientes com baixa disponibilidade de água. Durante a entrevista, ele comentou que a palma, assim como outros cactos e suculentas, possui um mecanismo que permite realizar trocas gasosas predominantemente à noite, reduzindo a perda de água. “Ela tem uma fisiologia adaptada ao nosso clima. A palma não abre os estômatos durante o dia; eles se abrem à noite, quando a planta capta o gás carbônico. Durante o dia, ela realiza a fotossíntese”, explicou.
O secretário também comparou a palma a outras forrageiras, como o capim, destacando diferenças no comportamento dos nutrientes ao longo do desenvolvimento da planta. Segundo ele, a palma é uma alternativa importante para os criadores porque pode contribuir para manter a alimentação dos animais mesmo quando a disponibilidade de água é limitada.
Vitor Mota informou que Tanquinho está na expectativa de receber um campo de produção de palma forrageira por meio de uma iniciativa do Governo do Estado, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural. A proposta é produzir mudas e redistribuí-las aos agricultores, acompanhando a iniciativa com ações de capacitação.
A expectativa é que a introdução e a ampliação do cultivo da palma contribuam para oferecer alternativas aos produtores e reduzir os impactos da estiagem sobre a criação de animais.
Como parte da programação técnica da Expo Tanquinho, o secretário anunciou a participação de Paulo Suassuna no dia 31 de outubro. De acordo com Vitor Mota, Suassuna é uma referência nacional no manejo e no cultivo intensivo da palma forrageira. A participação deverá contribuir para ampliar o conhecimento dos produtores sobre a utilização da planta e as possibilidades de adaptação da atividade rural às condições climáticas do semiárido.
O tema ganha importância diante das perdas de lavouras relatadas pelo secretário e da necessidade de buscar alternativas para garantir a alimentação dos rebanhos em períodos de escassez de chuva. A presença de especialistas e a oferta de cursos e palestras fazem parte da proposta de integrar a comercialização à disseminação de conhecimentos técnicos, permitindo que os agricultores conheçam novas possibilidades para suas propriedades.
A disponibilidade de água também foi apontada por Vitor Mota como uma preocupação para o município. Durante a entrevista, o secretário explicou que a dificuldade de abastecimento não se limita a uma localidade específica e que a zona rural concentra parte importante da demanda por alternativas. Ele mencionou a existência de um poço conhecido como bomba ou chafariz municipal, cuja água é consumida pela população. Entretanto, segundo o secretário, a necessidade de atendimento nas comunidades rurais exige a busca por outras fontes e soluções.
Um dos obstáculos relatados é a presença de água salobra em determinadas áreas, o que dificulta sua utilização para o consumo e outras necessidades. O secretário afirmou que existem tecnologias de dessalinização, mas que essas alternativas ainda estão em discussão. “Hoje, a demanda para atender a esse problema teria que alcançar a zona rural. É justamente onde temos dificuldade de encontrar locais com possibilidade de água doce. Geralmente, a água é salobra, e isso impede sua utilização”, explicou.
Diante das limitações, Vitor Mota afirmou que uma das prioridades em discussão é ampliar as alternativas de armazenamento de água da chuva, incluindo estruturas de maior capacidade.
Na entrevista, o secretário também citou o Rio do Peixe, que atravessa parte do território de Tanquinho e, segundo ele, deságua na região de Jaguara, em Feira de Santana.
Vitor Mota explicou que o rio recebe volumes significativos de água durante os períodos chuvosos, inclusive quando há precipitações em municípios situados em áreas mais elevadas da região. “Existe um rio que corta uma boa parte do território do município. Parte dele faz divisa com Feira de Santana, e é o Rio do Peixe. Ele deságua em Jaguara e recebe um volume significativo de água quando chove em Tanquinho e também quando chove em outras áreas, como Serrinha e Coité”, relatou.
A possibilidade de ampliar o armazenamento de água da chuva e aproveitar melhor os recursos hídricos disponíveis integra as discussões sobre como enfrentar os períodos de estiagem. O secretário, contudo, ressaltou que as alternativas ainda estão em debate e que o desafio envolve encontrar soluções capazes de atender às necessidades da população, especialmente dos moradores e produtores da zona rural.
Ao encerrar a entrevista, Vitor Mota reforçou o convite para que moradores de Tanquinho e de outros municípios participem da segunda edição da Expo Tanquinho, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. O secretário também orientou o público a acompanhar o perfil oficial do evento no Instagram, @expotanquinho, onde estão disponíveis registros da primeira edição e serão divulgadas informações sobre a programação deste ano.
A expectativa é que a feira amplie a participação dos expositores, fortaleça a comercialização de produtos da agricultura familiar e mantenha o espaço de integração entre produtores, instituições e municípios da região. Além de movimentar a economia local, a Expo Tanquinho busca valorizar a produção rural, incentivar a troca de experiências e ampliar o acesso dos agricultores a conhecimentos, parcerias e oportunidades de negócios.
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