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Polícia Investigação

Agentes públicos e particulares são investigados por fraude em contratos na Bahia

Esquema acontecia dentro da Administração Municipal de Gongogi.

13/08/2026 08h26
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Esquema teria envolvimento também com recursos federais - Foto: Divulgação/Polícia Federal
Esquema teria envolvimento também com recursos federais - Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira, 13, a Operação Severus, que investiga a possível participação de agentes públicos e particulares em um esquema criminoso dentro da Administração Municipal de Gongogi, no sul da Bahia.

A ação é a segunda fase da Operação Pacto Infame e busca aprofundar as investigações sobre possíveis fraudes em contratações públicas, com participação de servidores e pessoas ligadas a empresas. O esquema teria envolvimento também com recursos federais.

Ao todo, 33 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Segundo a investigação, agentes públicos e particulares teriam atuado, em tese, em conjunto na prática de fraudes em:

  • licitações;
  • desvio de recursos públicos;
  • corrupção;
  • lavagem de dinheiro.

Entre as suspeitas estão o direcionamento de licitações, a utilização de documentos falsos, a simulação de procedimentos administrativos e pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou que teriam sido realizados apenas parcialmente.

A investigação aponta ainda que os valores supostamente desviados teriam sido movimentados posteriormente por meio de pessoas e empresas, em uma tentativa de ocultar a origem dos recursos.

Dinheiro, joias e veículos

Além de documentos e equipamentos eletrônicos, a decisão judicial autorizou a apreensão de valores em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados.

Também foram determinadas medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, imóveis, veículos e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.

O material recolhido será analisado pela PF e pela CGU. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar a responsabilidade individual dos envolvidos.

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