A IPQ Tecnologia apresentou, durante o COP International 2026, em São Paulo, o Arcanjo, um robô humanoide desenvolvido para aplicações de segurança pública. A proposta é utilizar o equipamento para reduzir a exposição de policiais em operações de risco, especialmente em locais fechados onde exista suspeita de pessoas armadas. [Assista ao vídeo no final da reportagem].
O projeto está em desenvolvimento há cerca de um ano e já recebeu aproximadamente R$ 1 milhão em investimentos, segundo Heitor Galvão, COO da empresa.
O hardware é produzido pela chinesa EngineAI, enquanto a IPQ desenvolve e adapta os sistemas de inteligência para as necessidades brasileiras. “A China fabrica o hardware e a gente fabrica a inteligência”, resumiu Galvão.
Uma das principais aplicações previstas é o uso do Arcanjo em incursões. Equipado com câmeras e sistemas de visão computacional, o humanoide poderá avançar em becos e outros ambientes de risco, identificar possíveis armas e transmitir imagens em tempo real aos policiais.
“A gente consegue mandar o humanoide na frente, com os analíticos de arma de fogo, para identificar se naquele beco, antes do policial aparecer, tem pessoas portando arma.”
Para Galvão, a tecnologia pode ajudar a preservar vidas durante operações de maior risco. “É melhor fazer isso no robô de um milhão do que em um policial nosso. É para poupar vidas.”
A empresa conta com cerca de 80 profissionais envolvidos no desenvolvimento, principalmente na Bahia.
O Arcanjo também utiliza reconhecimento facial, visão computacional e diferentes sensores, podendo receber equipamentos como câmeras térmicas.
Durante o evento, a IPQ demonstrou o reconhecimento facial com uma base própria, formada previamente por imagens de participantes. A empresa destacou que o teste não utilizou o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).
Entre as aplicações estudadas estão rondas noturnas, monitoramento de áreas industriais, identificação de vazamentos de gás e vigilância em unidades prisionais.
A IPQ também trabalha para aumentar a autonomia do robô, permitindo que ele futuramente receba missões e execute determinadas rotinas sem controle permanente de um operador.
Atualmente, a empresa possui uma unidade do Arcanjo, utilizada como plataforma de testes. A intenção é aprimorar recursos de inteligência artificial, sensores, automação e reconhecimento de imagens antes de ampliar a oferta comercial.
Devido ao alto custo do equipamento, a IPQ pretende inicialmente oferecer o humanoide como serviço, em vez de vendê-lo diretamente às forças de segurança. “Hoje a gente está fazendo a nossa venda como serviço, porque o valor é muito alto ainda”, afirmou Galvão.
A empresa também afirma defender que os dados coletados pelo equipamento permaneçam em infraestrutura controlada pelo cliente ou hospedada no Brasil. Entre as possibilidades estão estruturas de colocation e infraestrutura da Telebras. “A soberania dos dados é uma das coisas que a empresa mais defende.”
Ainda em fase de desenvolvimento, o Arcanjo é apresentado pela IPQ como uma plataforma que poderá reunir robótica, sensores e inteligência artificial para avaliar ambientes de risco antes da entrada de agentes, com o objetivo de ampliar a segurança das operações policiais.
Dados da violência Bahia registrou mais de 500 casos de sequestro e cárcere privado em 2025, diz polícia
Esquema de fraudes Polícia Federal afasta servidor do INSS suspeito de receber propina para fraudar perícias na Bahia
Assassinato Duas pessoas são presas suspeitas de envolvimento na morte de advogado no oeste da Bahia
Polícia Ex-PM é alvo de operação da PF por fraude em registro de CAC
Polícia Operação Sepulcrum prende em Feira de Santana homem suspeito de homicídio
Polícia Ex-Vitória, atacante David Corrêa, do Vasco, é alvo de buscas em investigação sobre tráfico de drogas e armas 
Mín. 20° Máx. 31°
Mín. 19° Máx. 32°
Tempo limpoMín. 18° Máx. 31°
Tempo nublado


