O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma pessoa "muito volátil" e declarou que "não poderia me importar menos" com o líder brasileiro. A declaração foi dada em entrevista ao site norte-americano Axios, divulgada nesta sexta-feira (19).
Ao ser questionado se era fã de Lula, Trump respondeu que não pensa no presidente brasileiro e fez críticas ao petista.
"Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi um discurso muito volátil, e tudo bem. Existem todos os tipos de pessoas", afirmou.
Críticas durante entrevista
Antes da pergunta sobre Lula, Trump falava sobre diferentes estilos de liderança ao redor do mundo e citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como exemplo.
"Ontem, por exemplo, vou mencionar esse nome novamente porque ele é bastante notável. Sabe, durante toda a minha vida acompanhei a Índia. Eles continuavam mudando de líder, mudando, mudando. Alguém ficava seis meses, depois um ano. E então, de repente, o primeiro-ministro Modi chegou ao cargo. Ele está lá há mais de 12 anos, muito sólido. E ele faz isso com uma grande serenidade, embora não seja uma pessoa calma. É um sujeito muito duro. Eu o conheço muito bem", disse.
Na sequência, mencionou o presidente brasileiro.
"Eu observei o Brasil, o líder de lá, que conheço um pouco. Tivemos alguns contatos. Ele é uma pessoa muito volátil", declarou.
Trump também afirmou que os chefes de Estado têm uma característica em comum.
"Todos são inteligentes. Você não chega a esse nível sem ser inteligente. Sabe quem é muito inteligente? O presidente Xi, da China. Ele é um homem muito inteligente. Você não alcança esses níveis, governando um país — mesmo que seja um país pequeno — sem ter algo especial", afirmou.
Encontro no G7
A entrevista foi divulgada poucos dias após Trump e Lula terem se encontrado brevemente durante a cúpula do G7, em Evian, na França. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou que conversou com o brasileiro, mas não revelou o teor do diálogo. Ele também chamou o Brasil de "país politicamente complicado".
Após o encontro, Lula disse que não pediu uma reunião com Trump porque os dois países estão em fase de negociações.
Nas últimas semanas, a relação entre Brasília e Washington tem sido marcada por sinais de distanciamento, em meio a medidas adotadas pelos Estados Unidos, como o novo tarifaço contra produtos brasileiros e a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
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